PEDRA PRETA (MT): O Tribunal do Júri condenou os quatro homens acusados de executar a tiros o policial militar Djalma Aparecido da Silva, de 47 anos. A sentença saiu nesta terça-feira (27), após um julgamento longo, com cerca de 11 horas de debates, presidido pelo juiz Márcio Rogério Martins. Somadas, as penas passam de 100 anos de prisão, todas em regime fechado.
Foram condenados Paulo Ricardo da Silva Ferreira, que recebeu 33 anos, 7 meses e 20 dias; Luan da Silva Santos, condenado a 24 anos, 6 meses e 15 dias; João Victor Procópio dos Santos, sentenciado a 21 anos; e Yan Michael Anchieta da Costa, que pegou 32 anos, 10 meses e 25 dias de reclusão.
Segundo o Ministério Público, o crime não foi impulso nem acaso. Houve planejamento, divisão de tarefas e monitoramento da rotina da vítima. Um grupo organizado, armado, com função definida para executar e fugir. A tese foi acolhida integralmente pelo Conselho de Sentença.
Após o assassinato, os criminosos ainda tentaram apagar rastros. O veículo usado na ação foi encontrado incendiado, numa clara tentativa de destruir provas. As investigações ficaram a cargo da Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, e resultaram na identificação e prisão de todos os envolvidos.
Os réus foram condenados por homicídio qualificado e por integrarem organização criminosa armada. Ao final da sessão, saíram direto para a Penitenciária Regional Major Eldo de Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande.
O CRIME
O assassinato ocorreu no dia 22 de janeiro de 2024, às 17h38, na Avenida Frei Servácio, em frente ao Centro de Eventos Alexandrina, no município de Pedra Preta. O sargento caminhava pela região central quando foi surpreendido e morto de forma premeditada, sem chance de defesa.
A investigação apontou que o homicídio teve ligação direta com interesses de uma organização criminosa atuante na região. O caso causou forte comoção na cidade e mobilizou as forças de segurança de Mato Grosso, que deflagraram operações meses depois para fechar o cerco contra os responsáveis.
Condenação pesada, resposta clara da Justiça e um recado direto: execução de agente do Estado não fica impune.



























