Brasília – Um dia após a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, lideranças do PL se reuniram na sede nacional do partido para definir a estratégia política diante do novo cenário. O senador Wellington Fagundes (PL-MT) participou do encontro, que consolidou três eixos principais: intensificação da articulação pela anistia no Congresso, reorganização interna da legenda e o anúncio do senador Flávio Bolsonaro como porta-voz político da sigla.
Durante a reunião, Flávio Bolsonaro afirmou que a prioridade absoluta do PL é avançar com a votação da anistia na Câmara dos Deputados e classificou a situação do ex-presidente como um alerta ao país.
“A partir deste momento, o objetivo é aprovar a anistia na Câmara. Não podemos aceitar que pessoas inocentes sejam punidas, especialmente depois da decisão que colocou o presidente Bolsonaro em prisão domiciliar sob a alegação de intolerância religiosa. É um alerta às lideranças religiosas do país — amanhã pode ser tarde demais.”
O senador Wellington Fagundes avaliou que o encontro unificou a legenda e estruturou a estratégia para os próximos dias.
“O foco agora é votar a anistia para que Bolsonaro seja liberado e possa ser nosso candidato, e para que todos os injustiçados também sejam alcançados. Flávio Bolsonaro assume a coordenação política, e estaremos unidos para atuar no Congresso e em todas as frentes necessárias.”
Fagundes destacou ainda o peso político da participação da família Bolsonaro na reunião, observando que o encontro reforçou o alinhamento interno do partido.
“Carlos Bolsonaro esteve presente, assim como Michelle, que trouxe a força da base e lembrou que milhões de brasileiros estão aflitos com tudo o que está acontecendo.”
A partir de agora, a articulação pela anistia ficará concentrada na Câmara, onde o PL possui uma das maiores bancadas do país e buscará apoio de outras siglas para assegurar maioria. Para Fagundes, a medida é necessária e encontra amparo em precedentes históricos.
“As pessoas que estão presas — homens, mulheres, idosos — vivem uma situação angustiante. Há casos muito mais graves na história do país que receberam anistia, e agora não deve ser diferente.”
O encontro também reforçou o papel de Wellington Fagundes como liderança central do PL em Mato Grosso, alinhado ao novo desenho político articulado por Flávio Bolsonaro e pelo próprio ex-presidente.



























