A Drogaria Paranatinga, rede local do setor farmacêutico, entrou em recuperação judicial após acumular cerca de R$ 3,9 milhões em dívidas. A autorização para o processo foi dada pela 4ª Vara Cível de Rondonópolis em decisão publicada no último dia 19 de fevereiro.
Na prática, a empresa pede proteção da Justiça para evitar bloqueios e cobranças enquanto tenta reorganizar as contas e evitar o fechamento das portas. Com a recuperação aceita, as execuções ficam suspensas por até 360 dias sobre os débitos incluídos no processo.
Nos autos, a drogaria afirma que atua desde 2007, expandiu unidades ao longo dos anos e chegou a integrar rede farmacêutica. A crise, segundo a própria empresa, começou a apertar a partir de julho de 2025, com queda no faturamento, aumento de dívidas bancárias e estrangulamento do caixa.
Mesmo endividada, a empresa sustenta que segue em operação, com estrutura ativa e 16 funcionários, e que tem condições de se reorganizar financeiramente.
Entre os principais credores estão bancos e investidores privados. O Banco do Brasil aparece com o maior valor, cerca de R$ 1,67 milhão. Também constam Caixa Econômica, Sicredi e credores particulares com valores que passam de R$ 400 mil. Há ainda dívidas trabalhistas e com pequenas empresas fornecedoras.
O próximo passo será a apresentação do plano de recuperação, documento em que a Drogaria Paranatinga terá que explicar como pretende pagar as dívidas, com prazos e possíveis descontos negociados com credores.
A recuperação judicial é o último fôlego antes da falência. Agora, a sobrevivência da rede depende da aprovação do plano e da capacidade de voltar a gerar caixa em um mercado farmacêutico cada vez mais competitivo.
RECUPERAÇÃO JUDICIAL 1000838-26.2026.8.11.0003



























