BARRA DO GARÇAS (MT) — A fala do deputado Dr. Eugênio na Assembleia caiu como discurso pronto de época de eleição. Soa mais como tentativa de agradar plateia do que compromisso com a realidade que a cidade enfrenta.
Enquanto ele tenta emplacar a narrativa de que blitz atrapalha o turismo, o que se vê nas ruas é outra coisa. Quando falta fiscalização, sobra imprudência. E o resultado disso todo mundo já conhece. Não faz muito tempo, o Rio Araguaia voltou a ser cenário de tragédia envolvendo álcool e irresponsabilidade. Um roteiro repetido, cansado e que poderia ser evitado.
As operações recentes mostram o contrário do que o deputado tenta vender. Vários motoristas foram flagrados e presos por dirigir embriagados. Cada um retirado de circulação é uma vida que pode ter sido salva. Isso não é teoria de gabinete, é prática.
Chamar esse trabalho de exagero é brincar com coisa séria. Quem anda certo não tem medo de blitz. Quem vem pra Barra do Garças com a família quer segurança, não quer cruzar com motorista bêbado na estrada ou dentro da cidade.
Quando o discurso entra na questão econômica, a conta também não fecha. Turismo não sobrevive sem ordem. Cidade segura atrai visitante. Cidade sem controle espanta. Jogar a culpa na fiscalização é o caminho mais fácil, mas está longe de ser o mais honesto.
E tem outro ponto delicado. Falar em “indústria da multa” sem apresentar prova concreta é levantar suspeita no ar e jogar desconfiança em cima de quem está trabalhando pra evitar tragédia. Se existe irregularidade, que seja investigada. Mas sem prova, vira só barulho político.
Se tem empresário reclamando de movimento, talvez o debate precise ir além. Infraestrutura, organização, investimento e valorização dos pontos turísticos também entram nessa conta. Reduzir tudo a blitz é simplificar um problema complexo.
No fim, fica a sensação de um discurso oportunista, daqueles feitos sob medida pra gerar aplauso fácil. Porque bater na fiscalização rende palanque. Difícil é defender o que realmente salva vidas.
A verdade é direta: segurança não é inimiga do turismo. É base. Sem ela, não tem temporada forte, não tem economia girando, não tem confiança.
E o cidadão comum já entendeu isso faz tempo. Quem se incomoda demais com fiscalização… normalmente não é quem anda dentro da lei.
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