terça-feira, fevereiro 20, 2024
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    DESISTÊNCIA AO QUINTO CONSTITUCIONAL

    Estou me sentido como Davi (1 samuel 17), somos desafiados por algum tipo de gigante todos os dias. Já ouviu aquele ditado: “se ficar o bicho come, se correr o bicho pega”? É mais ou menos essa a sensação que toma conta da minha pessoa e esse sentimento de impotência transforma problemas em gigantes. Seja qual for a natureza ou tamanho do nosso gigante, o fato é que, diante dele, precisamos fazer uma escolha.

    Longe de ser diminuído ou extirpado, o quinto constitucional deve ser celebrado, e os requisitos para ingresso na carreira, incrementados, especialmente a necessária vivência da advocacia para tornar apto o profissional a se candidatar a cargo de autoridade pública. O meu papel como sexagenário advogado não é fazer o que eu quero, é fazer o que é certo, e o que é certo tenho mais de 4 décadas como estagiário e advogado defendendo a sociedade com
    extremo profissionalismo. Embora, nunca achei que tivesse uma chance real ao quinto constitucional pelo simples fato de que não tenho uma articulação política.

    Nem sempre os advogados mais qualificados têm boas chances de figurar nas listas, onde importa o bom relacionamento com o grupo diretivo da entidade da OAB da qual eu não conheço os conselheiros que irão votar.

    Penso com respeito pelas opiniões contraria que a escolha da lista sêxtupla ao quinto constitucional deveria todos os advogados e advogadas inscritos do estado de Mato Grosso votarem e não apenas os Conselheiros. A chance de um advogado compor a lista sêxtupla é enorme, visto pela vivencia dele nas comarcas do interior com os colegas.

    Este subscritor protocolou um pedido junto a OAB NACIONAL para advogada e
    advogado ter cotas preferenciais na lista sêxtupla. Sou um sexagenário advogado e ser advogado significa imunizar-se contra o contágio das
    paixões. Na minha relação com o mundo, evidentemente eu lamento.

    Uma coisa que nós precisamos fazer no Brasil no debate público em geral, e não tem nada a ver com a critica que ora faço, é trabalhar sob duas premissas civilizatórias importantes.

    A primeira: quem pensa diferente de mim não é meu inimigo, é meu parceiro na construção de um mundo plural. Vinicius de Morais diz “bastar-se a si mesmo é a maior solidão” e eu acho isso também.
    A segunda coisa: a divergência deve focar no argumento, e não na pessoa. Na medida em que aceitei a concorrer um cargo público, estou sujeito a isso.
    A crítica é ao instituto, não às pessoas.

    A luta contra o sistema sempre será difícil, quase impossível. Mas ninguém que o faça sentirá o sabor dessa vitória. Assim não seremos mais um. Seremos a diferença. Término com as palavras da minha eterna mãe:” meu filho é impossível agradar todo mundo”.


    Marcos Rachid Jaudy, Bacharel em Teologia, advogado criminalista com, mas de 38 anos de tradição, um eterno aprendiz.

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