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    Depois da bomba dos R$ 40 milhões, TCE recua, derruba suspensão e Trevão volta com força total em Rondonópolis

    RONDONÓPOLIS (MT) — Depois da tempestade, do barulho político e das suspeitas de sobrepreço que colocaram a obra do Trevão no centro da crise, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) voltou atrás e liberou novamente a continuidade da obra considerada uma das mais estratégicas de Mato Grosso.

    A reviravolta aconteceu nesta terça-feira (13), após a Nova Rota do Oeste conseguir reverter a decisão que havia suspendido o Contrato nº 583/2026, responsável pela execução do novo complexo viário do Trevão de Rondonópolis.

    Na prática, o TCE reconsiderou a medida que havia travado a obra após relatório técnico apontar possível sobrepreço milionário e irregularidades na contratação.

    Agora, a Corte entendeu que manter a obra parada poderia gerar um prejuízo ainda maior para a coletividade.

    Foi justamente esse o principal argumento aceito na nova decisão: o chamado “perigo de dano inverso”.

    Traduzindo do juridiquês: parar o Trevão poderia causar mais caos, prejuízo logístico, insegurança viária e impacto econômico do que permitir a continuidade da execução enquanto o caso segue sendo analisado.

    E não é pouca coisa.

    O Trevão de Rondonópolis não é tratado apenas como uma obra urbana. A própria decisão reconhece o peso estratégico do local dentro da logística nacional.

    O trecho é considerado um dos maiores gargalos da BR-163/364, concentrando fluxo pesado de caminhões, escoamento de safra, trânsito urbano e um histórico de acidentes que há anos atormenta motoristas e moradores da região.

    Outro ponto decisivo para a reversão foi o fato da obra já estar incluída na Revisão Quinquenal aprovada pela ANTT, o que dá sustentação regulatória ao empreendimento e reforça a obrigação contratual da concessionária em executar a intervenção.

    Nos bastidores, a nova decisão cai como um verdadeiro contragolpe após a bomba divulgada dias atrás envolvendo suspeita de sobrepreço de aproximadamente R$ 40 milhões apontada pela Secretaria de Controle Externo do próprio TCE.

    Na decisão anterior, o presidente do TCE, conselheiro Sérgio Ricardo, havia determinado a suspensão imediata da concorrência e da execução contratual após relatório apontar possíveis falhas no processo, ausência de critérios objetivos, problemas documentais e risco de dano ao erário.

    Agora, com a reconsideração, a tendência é que as frentes de trabalho sejam aceleradas para recuperar o tempo perdido durante o período de paralisação.

    Em suma; travar o Trevão significaria mexer diretamente numa das principais engrenagens econômicas de Mato Grosso.

     em Rondonópolis, onde o trânsito pesado virou rotina e o Trevão se transformou em símbolo histórico de congestionamento, acidente e atraso logístico, a decisão caiu como um alívio para quem esperava ver a obra sair finalmente do papel.

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