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    Concurso de prefeitura mergulha em imbróglio judicial e revolta candidatos aprovados em MT

    ALTO GARÇAS (MT) — O que era pra ser concurso virou campo de batalha. A Prefeitura decidiu cancelar o certame realizado em novembro de 2024 mesmo depois de decisões da Justiça autorizando a continuidade.

    Segundo consta nos processos nº 1001212-77.2025.8.11.0035 e nº 1000166-19.2026.8.11.0035, a tentativa de barrar o concurso começou antes mesmo da prova. O pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a prova foi aplicada e o caso seguiu.

    Na sequência, o juiz de Alto Garças analisou o mérito e foi direto: não havia motivo para cancelar. A decisão foi mantida mesmo após recurso. Ou seja, na Justiça, o concurso seguiu de pé.

    Mas dentro da prefeitura, o roteiro foi outro.

    A gestão abriu um Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) e, usando os mesmos argumentos já rejeitados pela Justiça, decidiu cancelar tudo. Na prática, o que o Judiciário considerou improcedente, o comitê administrativo resolveu ignorar e inverter.

    Outro ponto que pesa: o Ministério Público de Mato Grosso também teria se posicionado favorável à continuidade do concurso.

    Nos bastidores, surgiram informações de que a ação que tentou barrar o concurso teria sido proposta por pessoas com vínculo político com a atual gestão, entre elas um ex-coordenador de campanha e uma advogada. Segundo relatos, ela chegou a participar do certame, mas não obteve aprovação. As informações levantam questionamentos sobre possível conflito de interesses, embora ainda não haja decisão judicial sobre esse ponto.

    A atuação jurídica do município também entrou na mira. A procuradora concursada teria se manifestado favoravelmente à continuidade. No entanto, posteriormente, a prefeitura nomeou um advogado contratado para a função de procurador, e a posição mudou.

    Segundo informações, o novo procurador solicitou que o processo não fosse encaminhado ao Tribunal, sob o argumento de que o concurso já havia sido cancelado administrativamente e que eventuais decisões judiciais futuras não teriam efeito.

    Nos corredores, a leitura é dura: o cancelamento pode ter motivação política. A crítica é de que manter o concurso parado abre espaço para cargos comissionados, os chamados “cabides”. Enquanto isso, candidatos aprovados seguem no limbo, vendo contratações temporárias acontecerem.

    Quem estudou, passou e esperava nomeação agora cobra resposta. E cobra alto.

    A revolta cresce, o caso já está judicializado e, pelo clima, essa história ainda está longe do último capítulo.

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