RONDONÓPOLIS (MT) – A novela da liquidação da CODER ganhou novo capítulo, desta vez, com um ponto final jurídico. A Justiça negou o pedido do SISPMUR para anular a lei que autoriza a liquidação e extinção da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Rondonópolis, mas determinou que o processo siga os ritos legais, com negociação coletiva com o sindicato e deliberação da Assembleia Geral da empresa.
Traduzindo: a CODER será liquidada, sim, mas com ordem e dentro da lei.
A sentença, assinada pelo juiz Francisco Rogério Barros, reconhece que a empresa afundou em dívidas superiores a R$ 243 milhões, sem condições de operar ou contratar com o Município. A Justiça apenas freou o ímpeto político para garantir que o enterro da estatal seja feito conforme manda o figurino jurídico.
Apesar disso, surgiram nas redes e em parte da mídia local manchetes apressadas, dizendo que “a CODER não será mais liquidada”. Pura desinformação. A decisão judicial não revogou a lei, apenas impôs que a liquidação seja conduzida de forma legal e transparente, sem canetada nem improviso.
“A CODER está falida e não há nada que nós possamos fazer para mudar isso. Deixaram um rombo de mais de R$ 240 milhões, que inviabiliza totalmente a instituição”, afirmaram os procuradores do Município à reportagem. “Até mesmo o FGTS dos trabalhadores não foi pago.”
Os relatórios técnicos apresentados no processo mostram uma realidade que não dá mais para empurrar com a barriga: colapso financeiro total. Sem liquidez, sem crédito e com uma pilha de débitos trabalhistas, previdenciários e operacionais, a CODER se tornou um paciente em coma jurídico. A Justiça reconheceu isso, e o caminho agora é cumprir os trâmites para o encerramento.
A Procuradoria-Geral do Município reforçou que a liquidação vai acontecer, mas respeitando os direitos dos trabalhadores e as normas federais.
Recado do Marreta: enquanto uns tentam confundir a população com manchetes mal explicadas, os fatos continuam de pé, a CODER será liquidada porque foi destruída de dentro pra fora, em anos de má gestão e cabide político. O resto é barulho de quem finge não entender o que está escrito em preto e branco.



























