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    Caso Renato Nery: Justiça Militar determina uso de tornozeleira eletrônica a PMs que teriam ocultado arma do crime em Cuiabá

    A Justiça Militar de Mato Grosso determinou que os quatro policiais militares investigados por envolvimento no homicídio do advogado Renato Gomes Nery, em Cuiabá, usem tornozeleira eletrônica. A decisão foi assinada pelo juiz João Bosco Soares da Silva, na quarta-feira (18).

    Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Wekcerlley Benevides de Oliveira, Leandro Cardoso e Jorge Rodrigo Martins foram presos na Operação Office Crimes: A Outra Face, em março deste ano, e soltos em maio, após um pedido de habeas corpus. Os quatro já são réus no processo pela justiça comum.

    O portal g1 tenta localizar a defesa de Wekcerlley Benevides de Oliveira e entrou em contato com a defesa de Wailson Alessandro Medeiros Ramos, Leandro Cardoso e Jorge Rodrigo Martins, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

    Conforme a decisão, os PMs ainda terão que cumprir as seguintes medidas:

    • comparecimento periódico para informar e justificar atividades;
    • proibição de manter contato com pessoas relacionadas com o processo, vítimas e testemunhas, por qualquer meio, seja diretamente, por mensagens, ligações ou mídia social;
    • proibição de se ausentar da comarca sem autorização;
    • recolhimento domiciliar no período noturno das 20h às 6h, incluindo os dias de folga, domingos e feriados;
    • suspensão do exercício de função pública;
    • suspensão do Porte de armas de fogo.

    Eles são investigados por forjar um confronto com assaltantes envolvendo a arma usada para matar o advogado, em julho do ano passado. De acordo com a denúncia, os PMs seriam os responsáveis por esconder a arma usada para matar o advogado e inseri-la na cena de um suposto confronto para dificultar as investigações.

    Os PMs foram denunciados por organização criminosa, alteração da cena de crime, porte ilegal de armas de uso restrito e falsidade ideológica.

    Para o MPMT, o que conecta o confronto forjado e o assassinato de Renato é a confirmação da origem da munição encontrada no local do crime. Conforme a perícia, as munições eram do batalhão das Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam), onde os PMs e outros investigados trabalhavam na época.

    A perícia aponta ainda que não houve troca de tiros, como os policiais militares relataram. Nem a viatura e nem o carro onde os assaltantes estavam tinham perfurações.

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