PEDRA PRETA (MT) – A Câmara Municipal de Pedra Preta parece ter assumido de vez a alcunha de “Câmara dos Latidos”. Em menos de dez dias, dois vereadores distintos usaram metáforas caninas para atacar adversários políticos e profissionais da imprensa, transformando o plenário em um verdadeiro canil legislativo.
Na sessão desta segunda-feira (1º), o vereador Hélio de Farias (PSDB) ocupou a tribuna para disparar contra radialistas da cidade, afirmando que eles “latem o programa todo” e comparando o trabalho dos profissionais a um “espetáculo circense”. Sem citar nomes, reforçou a ofensa: “Pra mim, quem late não tem outro nome a não ser o próprio animal”.
A fala ocorreu poucos dias após o episódio que ganhou repercussão estadual e nacional: o vereador Gilson da Agricultura (União Brasil) chamou a prefeita Iraci Ferreira de “cachorra viciada” durante sessão extraordinária no dia 25 de agosto. A declaração machista gerou indignação e levou à abertura de processo de cassação contra o parlamentar.
Mais uma repercussão negativa com uso das palavras dentro do Legislativo. O que se viu, no entanto, foi a repetição do vexame: novos ataques, novas metáforas animalescas e mais combustível para o descrédito da Casa de leis.
O local que deveria ser para debates sérios sobre os problemas do município, a Câmara de Pedra Preta virou palco de ofensas, improvisando um espetáculo onde, entre latidos e bravatas, a política perde e o ridículo ganha destaque.



























