CUIABÁ (MT) — Nos bastidores da política, muita coisa é dita em tom de hipótese e vendida como fato consumado. É o caso das conversas envolvendo o senador Wellington Fagundes e uma possível composição de chapa para o Palácio Paiaguás tendo a ex-prefeita Lucimar Campos como vice. Mas é preciso colocar os pingos nos is: isso não passa de especulação.
Não há anúncio, não há construção formal e não há qualquer sinalização pública que indique chapa definida. O que existe, neste momento, são conversas preliminares, comuns em qualquer pré-campanha. Quem tenta carimbar isso como decisão fechada está, no mínimo, antecipando etapas.
“Política não se decide no cochicho”
A chapa majoritária não nasce de vontade pessoal. Primeiro vêm as conversas com partidos, depois a leitura do cenário, o peso das alianças regionais e, só lá na frente, a definição de vice. Qualquer coisa fora dessa ordem é chute ou tentativa de criar fato político. E ninguém conhece mais dessa fórmula que Wellington Fagundes. O momento é de diálogo, não de anúncio.
A especulação; quem espalha a tese da “reviravolta” ignora dois fatos:
O senador Jayme Campos também se coloca como pré-candidato ao governo.
O grupo Campos está no União Brasil, partido do governador Mauro Mendes, que já está fechado com Otaviano Pivetta para a sucessão.
Ou seja, essa conta não fecha.
Fato mesmo é que o jogo ainda está em aberto. O PL conversa, o União Brasil observa, outros partidos sondam e todo mundo mede força. Vice, nesse momento, é assunto para depois.
Vice não se escolhe em conversa reservada e especulação não vira chapa por decreto.
No fim das contas, o que existe agora é bastidor fervendo e muito interesse em plantar narrativa. O resto é fumaça. E em política, fumaça sobe rápido, e some na mesma velocidade.



























