O advogado Paulo Cunha Bueno, que representa o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), disse nesta quarta-feira (8) que todas as dez armas registradas em nome de seu cliente sempre estiveram em situação regular.
A residência de Bolsonaro foi alvo de buscas da Polícia Federal (PF) hoje em operação que não identificou armamentos ou munições sem registro. Os agentes deixaram o local sem recolher materiais.
“Todos estes esclarecimentos já haviam sido prestados por mim antes da diligência de hoje que, ao final, prestou-se a ratificar o quanto dito pela defesa, não havendo, desta forma, nenhuma irregularidade no que toca ao acervo de armas do Presidente”, disse Bueno pelas redes sociais.
Segundo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o motivo pelo qual autorizou as buscas foi para esclarecer a localização de uma espingarda calibre 12, da fabricante Maestro Arms Company. O armamento não foi encontrado no Batalhão de Polícia do Exército, local indicado inicialmente como repositório pelos advogados.
Conforme o advogado, a espingarda foi um presente da empresa Maragato BR Importações de Artigos Bélicos, sediada em Caixas do Sul (RS), e estava com o registro regular, mas nunca chegou a ser coletada.
“A tramitação burocrática para registro da arma foi regularmente feita, somente após o que seria permitido sua retirada, fato que acabou por não ocorrer, de sorte que a peça estava registrada em nome do Presidente sem, contudo, jamais haver ingressado em sua posse”, disse o advogado.
O ex-presidente cumpre prisão domiciliar humanitária na residência, localizada em um condomínio em Brasília.
























