RONDONÓPOLIS (MT) — Um caso envolvendo o desaparecimento de um cachorro da raça Lhasa Apso, acusações de maus-tratos e negativa de devolução do animal acabou virando alvo de procedimento no Juizado Volante Ambiental (JUVAM) após registro de uma ocorrência em Rondonópolis.
Segundo os documentos, a tutora procurou o JUVAM após afirmar que seu cão, identificado como “John Henrique”, desapareceu depois de fugir da residência no dia 13 de abril.
Conforme consta no relatório, após realizar divulgações nas redes sociais em busca do animal, a tutora teria sido contatada por uma pessoa que se identificou como protetora de animais, e informou ter “resgatado” o cachorro ao encontrá-lo aparentemente debilitado e doente.
A tutora alegou ao JUVAM que o animal realmente enfrentava problemas de saúde, porém já estaria passando por tratamento veterinário e acompanhamento médico. Ela também afirmou que o cão conseguiu escapar da residência em um momento específico, negando abandono.
Consta ainda que a protetora teria se recusado inicialmente a devolver o animal, alegando que o cachorro apresentava sinais de maus-tratos e abandono.
O documento aponta que o JUVAM tentou promover uma audiência de conciliação entre as partes para resolver o impasse e garantir segurança ao animal. No entanto, segundo consta, a protetora informou que não tinha intenção de devolver o cão “pelo menos a princípio”.
No boletim registrado pela Polícia Militar Ambiental, consta que a tutora apresentou comprovantes de atendimentos veterinários, receitas, exames e medicamentos utilizados no tratamento do animal.
A ocorrência também relata que houve diversas tentativas de conciliação entre as partes, mas sem sucesso. Segundo os documentos, a protetora sustentava que o cão havia sido encontrado em situação de maus-tratos e chegou a afirmar que só devolveria o animal mediante reembolso dos gastos realizados. Posteriormente, conforme o boletim, a devolução voltou a ser negada.
Em outro trecho, a Polícia Militar Ambiental registra que não teria sido formalizada denúncia oficial de maus-tratos contra a tutora quando o animal foi recolhido.
O caso segue em apuração no âmbito do Juizado Volante Ambiental de Rondonópolis. Não há decisão definitiva sobre a posse do animal até o momento.



























