RONDONÓPOLIS (MT) — Enquanto muita gente ainda torce o nariz para radar, os números começam a falar mais alto que discurso. E falam claro: caiu, e caiu forte.
Segundo dados do Samu, março de 2026 fechou com 266 acidentes atendidos, contra 496 no mesmo mês de 2025. Uma queda de 46,37%. Não é ajuste fino, é freada brusca na estatística.
Coincidência ou não, foi justamente o primeiro mês com a fiscalização eletrônica funcionando de verdade na cidade. Aquela que muita gente chamou de “indústria da multa”. Pois é… parece que está funcionando mais como indústria de salvar gente.
📊 RAIO-X DOS ACIDENTES
| Período | 2025 | 2026 | Variação |
|---|---|---|---|
| Março | 496 | 266 | -46,37% |
| 1º Trimestre | 1.319 | 781 | -40,79% |
No acumulado do ano, o tombo também chama atenção. Foram 1.319 ocorrências no primeiro trimestre de 2025, contra 781 em 2026. Uma redução de 40,79%. Traduzindo: centenas de acidentes a menos rodando pelas ruas.
Mas nem tudo são flores no asfalto.
Segundo o coordenador-geral interino do Samu, Cleber José Ferreira dos Santos, o número ainda é alto e exige vigilância constante. Em outras palavras: melhorou, mas ainda está longe do ideal.
E aqui entra um ponto que muita gente evita falar. O trânsito de Rondonópolis não é perigoso por acaso. É velocidade, imprudência, celular na mão e aquela velha cultura do “comigo não acontece”.
A Prefeitura, junto com o Ministério Público, colocou no papel um TAC cheio de medidas. Radar, fiscalização, organização viária. Agora começa a aparecer o efeito prático.
A pergunta que fica no ar é simples e direta:
o problema era o radar… ou a forma como a gente dirige?
Se a queda continuar nesse ritmo, o discurso muda sozinho. Porque no fim das contas, não tem narrativa que segure número caindo quase pela metade.



























