MATO GROSSO— O jogo político em Mato Grosso entrou em modo acelerado. O partido Avante oficializou a filiação de nomes de peso: Antônio Galvan e Paula Boaventura. O movimento veio com carimbo nacional, endossado pelo presidente da sigla, Luis Tibé.
Galvan chega pronto e objetivo claro. Pré-candidato ao Senado, tenta se firmar como alternativa e vem rodando o estado, costurando apoio e alinhando um projeto próximo da população.
Mas, enquanto a foto da filiação ainda nem esfriou, o bastidor já conta outra história.
Segundo fontes, o Avante pode não ser o destino final. Em Brasília, há articulações que podem mexer com o tabuleiro dos partidos menores. E quando isso acontece, ninguém quer ficar segurando bandeira que pode perder força no meio do caminho.
Resultado: cresce a instabilidade.
Galvan, que acabou de pousar no Avante, já estaria sendo sondado por outras legendas. Entre elas, o Novo aparece no radar. Convites teriam sido feitos e conversas seguem acontecendo longe dos holofotes.
O relógio também pressiona. O prazo para troca de partido e filiações termina no dia 4 de abril. Até lá, o cenário segue aberto, com muita conversa, pouca definição e ninguém disposto a bater o martelo cedo demais.
E no fim das contas, uma certeza paira no ar: hoje, em Mato Grosso, ninguém está 100% fechado com ninguém.



























