RONDONÓPOLIS (MT) — A disputa pela Assembleia Legislativa em 2026 já ganha contornos de confronto direto em Rondonópolis. De um lado, a vereadora Dra. Luciana Horta, entra no jogo com o peso político do senador Wellington Fagundes. Do outro, a primeira-dama e secretária municipal Alessandra Ferreira surge com o apoio do prefeito Cláudio Ferreira, gestor da 2ª maior economia de Mato Grosso e liderança consolidada no estado.
Luciana carrega o respaldo de Wellington, pré-candidato ao governo. E tem atuação marcada por posicionamentos tidos muitas vezes como oposição a gestão municipal. Não há ruptura formal, mas o contraste de posições, alimenta essa ideia.
Já Alessandra é vista como o nome natural do grupo do prefeito Cláudio Ferreira, o prefeito sustenta um capital político próprio que vai além de siglas, e governa um dos principais polos econômicos do estado e possui base eleitoral própria, estruturada e fiel. Sendo político de direita que independe de sigla, é considerado hoje uma das forças mais enraizadas do interior mato-grossense, e dessa forma projeta automaticamente a primeira-dama.
Na prática, o cenário coloca frente a frente duas candidaturas fortes saindo da mesma cidade: uma ancorada por um senador pré-candidato ao governo e outra pelo prefeito da segunda maior economia de Mato Grosso. Não há rompimento declarado, mas a disputa de influência e território político já é evidente.
O resultado desenha um duelo de titãs em Rondonópolis novamente no centro do tabuleiro estadual e duas forças de peso medindo capital político rumo à Assembleia em 2026.



























