CUIABÁ (MT) — A conta de 2014 chegou com juros e oficial de Justiça. O juiz da 8ª Vara Cível de Cuiabá, Alexandre Elias Filho, determinou a penhora de veículos e bens móveis da sede estadual do Partido dos Trabalhadores, na Rua Barão de Melgaço, para garantir o pagamento de uma dívida que já passa de R$ 172 mil.
Segundo a decisão proferida no dia 4, foi autorizada a expedição de mandado de penhora e avaliação de bens encontrados no endereço do partido, até o limite do valor atualizado da execução. Ficam de fora apenas os bens considerados necessários ou úteis ao funcionamento da atividade partidária.
A cobrança é da empresa AFPL – Agência de Monitoramento de Informações Ltda., que acionou o Diretório Estadual do PT em 2021 para receber valores referentes a serviços prestados na campanha ao Governo do Estado em 2014, quando o deputado estadual Lúdio Cabral disputou o Palácio Paiaguás e foi derrotado por Pedro Taques.
De acordo com a empresa, foram prestados serviços de clipping eletrônico de telejornalismo, degravação, horário eleitoral e inserções políticas, no valor de R$ 168.120,00, divididos em duas parcelas. Ainda segundo a ação, o partido teria pago R$ 67.248,00 e deixado o restante em aberto, apesar das tentativas de cobrança amigável.
Em junho de 2023, a Justiça condenou o PT a quitar o débito. O pagamento não foi feito. Agora, com o valor atualizado em R$ 172.244,65, a empresa pediu a penhora para garantir o recebimento.
O partido foi intimado para se manifestar no prazo de 15 dias, mas até o momento não houve posicionamento nos autos.
Campanha passa, promessa voa, mas a fatura fica. E quando não se paga no caixa, a Justiça bate na porta.



























