RONDONÓPOLIS (MT) — Mais uma vez, um sistema que custou mais de R$ 3,4 milhões, adquirido na gestão do ex-prefeito Zé do Pátio, volta a expor a fragilidade da tecnologia usada pela Prefeitura e empurra o serviço público para a lentidão e, em alguns momentos, para o travamento total. A Secretaria Municipal da Fazenda aponta, sem rodeio, quem está segurando a emissão dos alvarás: o sistema Agile, operado pela Info Plus.
O relatório, assinado pela Divisão de Licenciamento Econômico, é claro e direto.
O sistema vem apresentando lentidão e instabilidades recorrentes, a ponto de impedir o cadastramento das empresas em tempo hábil, etapa básica e obrigatória para a emissão do Alvará de Funcionamento 2026.
Não é falha humana. Não é má vontade. É sistema que não entrega.

Enquanto a Info Plus falha, o servidor vira alvo. Enquanto o software engasga, tentam vender a narrativa de que a Prefeitura está parada. Não está. A equipe segue trabalhando, mas ninguém faz milagre com sistema travado. Tecnologia ruim não se resolve com boa vontade no balcão.
A situação foi formalizada para justificativa administrativa e adoção de providências cabíveis, justamente porque o problema foge da capacidade operacional do setor. Traduzindo para o português claro: quando o fornecedor não cumpre, o serviço público apanha injustamente.
A Info Plus vendeu solução para arrecadação e licenciamento. O que entregou foi instabilidade, baixo desempenho e zero confiabilidade. O prejuízo sobra para o contribuinte, enquanto a atual gestão tenta achar uma solução e segurar o impacto para que o serviço não pare de vez.
A gestão do prefeito Cláudio Ferreira faz o que tem que ser feito: registra, comunica e cobra. Não esconde problema, não empurra para baixo do tapete e não joga a culpa no servidor. Quem precisa dar resposta agora é a Info Plus. Porque problema técnico repetido deixa de ser acidente e passa a ser responsabilidade.
Sistema ruim tem nome, contrato e CNPJ.



























