JUSCIMEIRA (MT) — Uma falha de comunicação envolvendo a organização de um projeto cultural gerou uma grande confusão em torno da tradicional Folia de Reis no município. A polêmica ganhou corpo após a circulação de um vídeo nas redes sociais, interpretado por parte da população como se a Prefeitura estivesse boicotando o evento, versão que não se sustenta diante dos fatos.
Segundo apurado, para que haja apoio institucional do município, é obrigatório que todo o processo esteja documentado, com projeto cultural formalizado, critérios legais atendidos e previsão orçamentária. Sem isso, qualquer contrapartida da Prefeitura se torna juridicamente inviável.
Em conversa com a reportagem, o prefeito Alexandre Russi foi direto ao ponto. Ele explicou que o pedido feito pela organização, a cessão de um ônibus escolar para o recolhimento de prendas, é irregular, já que veículos destinados ao transporte de estudantes não podem ser utilizados para outras finalidades.
“Não é uma questão de querer ou não. É uma questão legal”, afirmou.
O prefeito reforça que não há qualquer tentativa de boicote à Folia de Reis e deixa claro que o município apoia a cultura, desde que os trâmites legais sejam respeitados. Alexandre Russi se compromete a orientar a organização, ajudando na adequação do projeto para que ele possa ser enquadrado corretamente na legislação vigente.
O prefeito também citou a Lei Municipal nº 1.600/2024, sancionada em dezembro, que autoriza o apoio financeiro a projetos culturais, desde que atendam exigências como previsão na LOA, dotação orçamentária específica, relevância cultural comprovada, seleção pública e prestação de contas.
O vídeo que circulou nas redes acabou sendo mal interpretado, inflamando ânimos e criando um clima de conflito desnecessário. Na prática, o que existe é uma barreira legal, não política.
No fim, a situação deixa uma lição clara: tradição se respeita, cultura se apoia, mas a lei não se ignora. Com diálogo e projeto regular, o caminho segue aberto.



























