RONDONÓPOLIS (MT) – Em dezembro de 2024, Rondonópolis estampava manchetes nada honrosas em todo Mato Grosso: era a cidade com o maior número de obras paralisadas do Estado. Segundo o Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE/MT), 101 obras estavam travadas. Sim, 101. Um museu a céu aberto da incompetência, somando mais de R$ 390 milhões enterrados em concreto, promessa e descaso.
Para piorar, os dados do TCE deixavam claro: era o maior volume de obras paralisadas dos últimos 14 anos. Educação? 28 obras largadas. Infraestrutura? 21. Esporte? 19. Saúde? 14. Era praticamente uma coleção completa de tudo que uma gestão pública não deveria fazer.
Na época, o então deputado estadual e hoje prefeito Cláudio Ferreira (PL) avisou que a bronca era grande. E avisou com todas as letras, em discurso na Assembleia Legislativa:
“Rondonópolis é a cidade que mais tem obras paradas em Mato Grosso. O dinheiro do trabalhador está mal administrado.”
Muita gente duvidou. Outras torceram o nariz. Algumas acharam exagero.
Cláudio assumiu a prefeitura com 77 obras paradas sob sua responsabilidade direta. Em doze meses, a conta despencou para 29 obras ainda pendentes. Isso significa que 62,34% das obras foram destravadas, retomadas e avançadas em apenas um ano.

A gestão que muitos apostaram que “não ia dar conta” simplesmente pegou a herança malcheirosa de mais de uma década de abandono e começou a entregar o que deveria ter sido entregue há muito tempo.
Onde o Tribunal de Contas via R$ 390 milhões parados, hoje se vê:
- escola voltando a funcionar;
- quadra sendo concluída;
- obra de saúde finalmente respirando;
- infraestrutura avançando;
- projetos antes engavetados finalmente saindo do papel.
Rondonópolis deixou de ser manchete por abandono e começa a virar destaque por execução. Sim, ainda falta. Sempre falta. E obra pública é igual fila de banco: você resolve uma, aparecem duas. Mas negar que há uma guinada seria má-fé.
Os números não mentem: Onde antes havia inércia, agora existe gestão, onde havia paralisia, agora existe ritmo, onde havia escândalo, agora existe controle.
Hoje, os dados mostram que essa promessa não ficou no discurso de palanque.
Rondonópolis ainda está longe de ser perfeita, mas está bem longe também daquela cidade de dezembro de 2024, atolada em obras abandonadas e manchetes vergonhosas.
O resto é barulho.
Números, esses sim, fazem barulho de verdade.



























