A Justiça converteu a prisão em flagrante para preventiva nesta sexta-feira (14) de um funcionário, de 28 anos, e um empresário, de 29 anos, suspeitos de aplicarem um golpe que desviou até R$ 10 milhões nos últimos três anos do Grupo Bom Futuro, uma das empresas do agronegócio de Mato Grosso mais ricas do país.
O g1 tenta localizar a defesa dos acusados. O funcionário foi identificado como Welliton Gomes Dantas, e o empresário, Vinicius de Moraes Sousa.
Em nota, o Grupo Bom Futuro informou que tem conhecimento do caso envolvendo o colaborador citado e que o assunto está sendo apurado pelas autoridades. A empresa disse ainda que colabora integralmente com a investigação.
Em comunicado, a empresa destacou que atua com base em valores de integridade, transparência e respeito, princípios que orientam suas práticas internas e o relacionamento com o público.
O funcionário foi ouvido pelo juiz plantonista Júlio César Molina Duarte Monteiro, do Núcleo de Audiências de Custódia de Cuiabá. Já o empresário passou por audiência pelo juiz Marcelo Sousa Melo Bento de Resende, da 2ª Vara Criminal de Barra do Garças, a 516 km da capital cuiabana.
💰Como era o golpe?
Para praticar a fraude, o funcionário simulava serviços, supostamente realizados pela empresa de transportes, porém que na realidade haviam sido executados por caminhões próprios do grupo empresarial, gerando fretes que nunca existiram.
Segundo a Polícia Civil, o Grupo Bom Futuro percebeu novas emissões de CTes (Conhecimento de Transporte Eletrônico), documento digital obrigatório que comprova a prestação de serviços de transporte de cargas.
Neste caso, contudo, eram fraudulentas e permitiam a liberação manual de vários pagamentos irregulares feitos pelo funcionário. Ao todo, as liberações somam mais de R$ 295 mil.
Os registros demonstravam que as autorizações foram lançadas em favor da empresa de transporte do empresário ligado ao esquema para pagamento de fretes que nunca aconteceram, segundo investigação da polícia.
O Grupo Bom Futuro pertence ao produtor rural e empresário Eraí Maggi Scheffer, primo do ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi, junto com os irmãos Elusmar, Fernando e Marina, de acordo com a revista Forbes.
Atualmente, a empresa conta com mais de oito mil colaboradores, com 35 unidades administrativas e mais de 615 mil hectares de áreas de agricultura, cultivando soja, algodão e milho. O escritório central do grupo está localizado no estado.
A empresa atua também em operações de destaque ao integrar a dinâmica lavoura, pecuária e floresta. Conta ainda com uma divisão de energia limpa e renovável, setor de transporte e ainda possui investimentos no setor imobiliário e em sementes, de acordo com a descrição da própria empresa.
Em maio deste ano, a empresa reformou e ampliou o Terminal de Aviação Executiva Luzia Maggi Scheffer, com investimentos de cerca de R$ 20 milhões, considerado o primeiro e maior aeroporto executivo do Centro-Oeste.



























