O contador Eduardo Martins, preso nesta terça-feira (11), suspeito de chefiar um esquema de criação de empresas falsas para lavagem de dinheiro e aplicação de golpes na internet, em Cuiabá e Sorriso, se apresentava nas redes sociais como proprietário de um escritório que presta mentorias para Microempreendedores Individuais (MEIs), além de abertura de CNPJs.
No Instagram, o investigado exibe uma rotina de viagens frequentes, incluindo destinos internacionais, e um estilo de vida de alto padrão. Ele é casado e pai de uma criança recém-nascida.
A investigação apontou que Eduardo criava centenas de CNPJs para aplicar golpes de e-commerce em todo o país. A polícia identificou 310 empresas abertas pelo investigado entre os anos de 2020 e 2024, das quais 182 já estavam baixadas ou suspensas.
O site g1 entrou em contato com a empresa de Eduardo, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
O contador deve responder pelos crimes de associação criminosa, fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e crime contra as relações de consumo.



























