RONDONÓPOLIS (MT) – A dor virou voz, e a voz virou ação. A cidade assistiu, na noite de quinta-feira (24), a um verdadeiro levante de consciência coletiva contra os envenenamentos de cães e gatos que vêm assustando tutores e revoltando a população. O Manifesto contra os Envenenamentos não foi uma simples caminhada, foi um recado forte, direto e documentado, com ofícios entregues às principais autoridades do município e do Estado.
A mobilização, organizada por ativistas e apoiada por entidades de proteção animal, ganhou corpo com a presença de médicos-veterinários, famílias inteiras e representantes da imprensa local, que transformaram o entorno do Rondon Plaza Shopping num palco de resistência pacífica e indignação organizada.
O veterinário Érico Morais, um dos articuladores do ato, deixou claro que o movimento não quer aplausos, quer respostas:
“Esse foi o verdadeiro sentido da nossa caminhada: transformar indignação em ação. Seguiremos acompanhando cada ofício para que essa luta traga mudanças concretas.”
Dr. Érico destacou que o tripé formado por mídia, autoridades e sociedade civil foi o que deu força real ao movimento:
“De nada adiantaria fazermos um evento dessa magnitude sem a imprensa para ampliar nossa voz, sem as autoridades para acolher as denúncias e sem a sociedade civil para sustentar o movimento. Foi essa união que transformou dor em consciência coletiva.”
Entre as medidas propostas e protocoladas, estão:
Ao CRMV-MT: notificação sobre a proibição de venda e manipulação de raticidas ilegais.
À juíza do JUVAM: criação de canal de denúncias ágil e seguro.
À SEMA: fiscalização específica em agropecuárias e feiras.
Ao prefeito: integração entre órgãos municipais e o Ministério Público.
À Secretaria de Educação: ações nas escolas sobre respeito à vida e bem-estar animal.
À ACIR e CDL: alerta aos associados sobre o crime ambiental de comercializar venenos ilegais.
Às ONGs: apoio à criação de um canal de denúncias eficaz e protetivo.
“Grilo”, o símbolo que comoveu Rondonópolis
Entre lágrimas e aplausos, o banner com a imagem de “Grilo”, cãozinho vítima de envenenamento, sintetizou o sentimento da noite. Tornou-se símbolo da campanha e lembrete de que a violência contra os animais é também um problema de saúde pública e segurança coletiva.
“Esse manifesto não termina aqui. Ele marca o início de uma nova fase de responsabilidade coletiva. A sociedade mostrou que está atenta, agora cabe a todos nós transformar essa mobilização em resultados concretos.” reiterou o médico veterinário.
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