Cuiabá (MT) – O presidente estadual do PL, Ananias Filho, reafirmou nesta quarta-feira (22) que o partido mantém a pré-candidatura de Wellington Fagundes ao governo do Estado e negou que haja qualquer decisão oficial da direção nacional em favor do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Em entrevista, Ananias foi enfático: “De forma alguma houve defenestração da candidatura do senador Fagundes”. Segundo ele, o movimento que associou o ex-presidente Jair Bolsonaro e o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a uma eventual aliança com Pivetta não passou de um diálogo interno, sem definição formal.
“O PL tem que ter candidatura própria. O senador Wellington tem que continuar com tesão de candidatura, não pode baixar a temperatura da sua organização. O PL tem musculatura, e o senador sempre foi muito organizado”, afirmou o dirigente.
A polêmica começou após o sites da capital divulgarem que Bolsonaro teria sinalizado apoio a Otaviano Pivetta durante uma reunião em Brasília com Valdemar Costa Neto.
Ananias confirmou o encontro, mas negou que a decisão estivesse sacramentada:
“Não teve essa martelada e nem ponta virada. Houve conversa, mas não definição. O presidente Valdemar me disse que esteve com Bolsonaro, mas não houve decisão oficial. Nem eu, nem o senador Wellington, nem ninguém do PL de Mato Grosso foi comunicado disso.”
O dirigente relatou que soube da notícia ao desembarcar em Brasília:
“Eu recebi a matéria do quando desci do avião. Ficamos sabendo pela imprensa.”
“O PL vai buscar articular a candidatura do senador”
Durante a entrevista, Ananias reforçou que a candidatura de Wellington Fagundes continua firme e que a prioridade é consolidar o nome do senador como representante da direita mato-grossense.
“O PL vai buscar e articular a candidatura do senador Wellington pelo partido liberal. Quem decide é o presidente Valdemar, mas o partido em Mato Grosso defende a candidatura própria.”
Segundo ele, a fala de Bolsonaro não muda o cenário:
“O presidente Wellington é inteligente e sabe que política se faz com diálogo. Ele mesmo disse que não fecharia portas, mas isso não significa abrir mão do projeto.”
Nos bastidores, aliados de Fagundes afirmam que o senador recebeu o episódio como “movimento de bastidor” e que pretende conversar diretamente com Valdemar Costa Neto e Bolsonaro para “restabelecer a verdade interna do partido”.
Ananias minimizou a tensão e destacou que “a hierarquia do PL é de cima para baixo”, mas que as decisões ainda não estão fechadas:
“O PL é um partido que tem comando, mas também tem diálogo. E nosso diálogo é com o povo de Mato Grosso.”



























