BRASÍLIA (DF) – Em meio às movimentações políticas rumo às eleições de 2026, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) volta ao centro do debate por conta da possível aliança entre PL e MDB. O tema ganhou força com a pré-candidatura da deputada estadual Janaína Riva (MDB) ao Senado, gerando reação de prefeitos do PL em Mato Grosso.
Nesta quarta-feira (10), os prefeitos Cláudio Ferreira (Rondonópolis) e Abílio Brunini (Cuiabá) estão em Brasília para participar da Mobilização Municipalista e, paralelamente, tentar convencer a cúpula nacional do PL a rejeitar a aproximação com o MDB. Eles alegam que, nas últimas eleições, os emedebistas estiveram contra a direita em cidades-chave como Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Primavera do Leste.
Apesar da movimentação, Wellington Fagundes tem histórico de cumpridor de diretrizes partidárias. Reconhecido como político pragmático e disciplinado, dificilmente seguirá caminho contrário ao que for definido pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto.
| ✔️ Pontos que blindam Wellington Fagundes |
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| Histórico de disciplina – sempre seguiu as diretrizes do partido, evitando aventuras individuais. |
| Alinhamento nacional – atua em sintonia com Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro, sem decisões isoladas. |
| Pragmatismo político – prefere preservar a unidade partidária, mesmo que precise abrir mão de interesses locais. |
| Respeito à hierarquia – reconhece que qualquer aliança só avança com o aval de Bolsonaro, que mantém diálogo direto com Michel Temer (MDB). |
Resistência sem efeito
Nos bastidores, a leitura é clara: nenhuma ordem em Brasília passa sem o crivo de Jair Bolsonaro. Como o ex-presidente mantém boas relações com Michel Temer (MDB) e participa diretamente das articulações com Valdemar, qualquer tentativa de resistência local pode se mostrar ineficaz. Prefeitos que rejeitarem a aliança estarão, na prática, indo contra uma decisão legitimada pelo próprio Bolsonaro.
Com isso, a mobilização de Cláudio Ferreira e Abílio Brunini tende a ter pouco peso diante da estratégia nacional. Para Wellington Fagundes, que sempre atuou alinhado às decisões do partido, o caminho continua o mesmo: acompanhar a definição nacional, mesmo que signifique cortar na própria carne em Mato Grosso.
No fim das contas, prefeitos podem até espernear, mas a caneta que decide já está em Brasília.



























