RONDONÓPOLIS (MT) – Enquanto motoristas desrespeitam leis, acidentes se multiplicam e os famosos “amarelinhos” fingem que fiscalizam, a cidade continua sem a Guarda Civil Municipal (GCM). E olha que lei para criar a instituição existe desde 1999. A pergunta que não cala: por que até hoje nada saiu do papel?
O STF já bateu o martelo: guardas municipais fazem parte da segurança pública e podem atuar em escolas, praças, parques e no trânsito. Mais de 1.081 municípios do Brasil já implantaram suas GCMs. Em Rondonópolis, nada.
Um dos maiores defensores da guarda municipal é o vereador Investigador Gerson, que anteriormente fez até abaixo-assinado para que a que a GCM fosse oficializada.
“A GCM é urgente para trazer ordem ao trânsito e reforço à segurança. Para ele, a decisão do STF enterra qualquer desculpa da prefeitura para não agir”.
Lembrando que a luta é antiga e a lei foi autoria do ex-vereador Mohamed Zaher em 1999. E atualizada por seu filho o vereador Ibrahim Zaher em 2014.
Em outros municípios a guarda municipal é realidade, e conta com estrutura própria, armamento e efetivo em expansão. Se eles conseguiram, por que Rondonópolis não?
Enquanto isso, a população paga caro; convênios milionários com a PM e outras forças para dar uma segurança meia-boca, trânsito desorganizado e sensação de abandono. A GCM não é luxo, é necessidade.
A pergunta é direta: falta dinheiro, falta coragem ou falta vontade política?



























