RONDONÓPOLIS (MT) — A audiência pública da terça-feira (17) revelou não só o tamanho do rombo da Coder, mas também uma “teoria econômica” que deixou muita gente coçando a cabeça.
O ex-prefeito Zé do Pátio, hoje pré-candidato a deputado estadual, sugeriu que a prefeitura poderia assumir as dívidas da companhia usando a capacidade de endividamento do município, estimada em até R$ 1,8 bilhão.
Na prática, a lógica apresentada é simples… e assustadora. Para pagar uma dívida, faz outra maior.
Isso se aprende onde? Qual escola ensina esse tipo de conta?
Porque enquanto pareceres técnicos do TCE, da PGM e do controle interno apontam a Coder como inviável e já em processo de liquidação, a “solução” apresentada ignora o diagnóstico e aposta no endividamento.
Não resolve o problema. Só muda de endereço. A dívida sai da empresa e vai para a prefeitura. Sai do papel e cai direto no bolso do contribuinte.
Um município endividado nesse nível pode travar investimentos, comprometer serviços e deixar a conta para os próximos anos. É o tipo de ideia que até parece solução… até alguém fazer a conta.
E quando faz, percebe que o buraco não foi tampado.
Só ficou maior.
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