Vídeo resposta de Olavo de Carvalho a Caetano Veloso retirado pela Justiça

Vídeo resposta de Olavo de Carvalho a Caetano Veloso retirado pela Justiça

A 6ª Vara Cível do Rio de Janeiro determinou que o Youtube retire do ar três vídeos nos quais o filósofo Olavo de Carvalho envia respostas ao Caetano Veloso.

A juíza Luciana Halbritter entendeu que o conteúdo é “pessoalmente ofensivo” e por isto determinou a retirada do ar.

O vídeo que foi publicado no dia 14 de outubro conta com quase 700 mil visualizações.

Opinião
O limite entre a justiça e a censura é uma linha tênue que devemos tomar muito cuidado para não ultrapassar.

Na minha humilde opinião, um judiciário que recebe aumento em plena crise econômica, com um Brasil sem caixa, as vésperas de uma difícil reforma da previdência, não tem moral para dizer mais absolutamente nada, e muito menos para defender aqueles que colaboraram para afundar o país.

O que estas pessoas esperavam? Que fossem recebidas com flores nas ruas? Com festas nas alamedas? Com música e clamor popular?

O que a juíza fez foi encontrar na letra da lei, aquilo que ignora o sentimento das ruas. Julgou, deu a vitória àquele que achou por bem fazê-lo, mas conseguiu com isto atrair mais olhares para o judiciário. Das primeiras instâncias ao Supremo Tribunal Federal, passando pelos tribunais regionais e superiores, sem deixar de lado procuradoria e defensoria, todos estão sendo observados, passo a passo, por 147 milhões de eleitores atentos, que mais parecem uma panela de pressão no fogo alto, cujo pino de segurança foi perdido há muito tempo.

O ativismo no judiciário, está com os dias contados. A verdade é que a população está se fazendo a clássica pergunta: “quem vigia os vigilantes?” e não está gostando da resposta.

Para quem não entendeu o recado de Cid Gomes para a esquerda, vou aprofundar: “O Lula tá preso, babaca!“, significa “acabou a festa, acordem porque a conta vai ser muito cara!“.

O mesmo recado, vale para o judiciário inteiro, que sim, participou ativamente do processo.

Este é um momento no qual, ou o judiciário faz também autocrítica, no mais sincero modelo Olavo de Carvalho, com direito aos palavrões assegurado, valorizando mais a verdade do que a aparência, ou acabará devorado pelo monstro que criou.

Ricardo Roveran/Terça Livre

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