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    Venezuela: Após inelegibilidade de opositora, EUA cogitam sanção

    O governo dos Estados Unidos ameaça ampliar sanções contra a Venezuela, em comunicado divulgado neste sábado (27). A nota do Departamento do Estado qualifica como “profundamente preocupante” a decisão da Suprema Corte venezuelana de desqualificar da disputa nas urnas María Corina Machado, vencedora de primárias oposicionistas.

    O comunicado, atribuído a Matthew Miller, porta-voz do Departamento do Estado americano, diz que a decisão desta sexta-feira (26) do principal tribunal da Venezuela “é inconsistente com o compromisso de representantes” do ditador Nicolás Maduro “de realizar uma eleição presidencial competitiva em 2024”.

    Além disso, o governo americano diz que o processo contra Corina Machado “carecia de elementos básicos”, pois a líder oposicionista não recebeu uma cópia das alegações contra ela nem teve a oportunidade de contestá-las. O Departamento do Estado recorda que Maduro e seus representantes haviam feito um compromisso eleitoral, a fim de permitir que todos os partidos selecionassem seus candidatos.

    – Os Estados Unidos estão atualmente revisando nossa política de sanções para a Venezuela, baseado neste acontecimento e no recente acosso político a candidatos da oposição democrática e à sociedade civil – afirma a nota do governo americano.

    SOBRE A INELEGIBILIDADE DE MARÍA CORINA
    O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela confirmou nesta sexta-feira (26) a proibição da presidenciável María Corina Machado para ocupar cargos públicos por 15 anos. A medida barra a líder opositora da eleição e reduz as chances de mudança no Palácio de Miraflores ao deixar o caminho livre para mais um mandato do ditador Nicolás Maduro, no poder há 12 anos.

    A confirmação veio nesta sexta após uma série de decisões da Corte sobre outros políticos venezuelanos. Henrique Capriles, uma das principais vozes da oposição, também teve confirmada sua proibição de ocupar cargos públicos pelos próximos 15 anos. Leocenis García e Richard Mardo, por sua vez, tiveram suas inabilitações canceladas.

    As decisões do TSJ que barram María Corina Machado e outros políticos do pleito eleitoral são consideradas injustas por políticos e ativistas venezuelanos. Eles acreditam o regime utiliza estas sentenças como ferramenta para punir e retirar da cena política as principais figuras da oposição, deixando o caminho livre para a consolidação de Nicolás Maduro no poder.

    Segundo a decisão da Corte, María Corina Machado, de 56 anos, foi inabilitada por ser “participante do esquema de corrupção orquestrado pelo usurpador Juan Antonio Guaidó”. O TSJ se refere ao período de 2019 até 2023 em que Guaidó foi reconhecido pela oposição e por mais de 60 países como presidente interino da Venezuela com o fim de isolar a ditadura de Maduro.

    *AE

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