ÚLTIMAS NOTÍCIAS: PROJETO DE INICIATIVA POPULAR QUER CRIMINALIZAÇÃO DO FUNK.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS: PROJETO DE INICIATIVA POPULAR QUER CRIMINALIZAÇÃO DO FUNK.

Uma  proposta, apresentada pelo empresário Marcelo Alonso, de São Paulo, recebeu mais de 21 mil assinaturas de apoio e virou uma sugestão legislativa no Senado.  O projeto de iniciativa popular que prevê a criminalização do funk.

O autor da ideia de lei,  afirmou que está democraticamente tentando salvar a juventude. “O funk faz apologia ao crime, fala em matar a polícia. Sou pai de família e se eu não me preocupar com o futuro, amanhã só teremos marginais”, disse ele.

Alonso revelou que teve a ideia de criminalizar o funk após o Facebook suspender duas vezes a página que ele mantém na rede social contra o funk. “O Mark [Zuckerberg, criador do Facebook] mandou fechar a minha página por causa das coisas que postamos lá. Mas se o funk for crime, eles vão ter que obedecer, porque é lei. Estou apenas defendendo o ECA [Estatuto da Criança e do Adolescente]”, disse.

Apologia ao crime

Para o empresário, o funk apela para a vulgaridade. “O axé e o forró também estão indo nesse ritmo. A cultura paulista sempre foi do rock e do hip hop. O paulista não tem esse apelo musical do funk. A música eleva seu estado de espírito e o funk te irrita e provoca”, finalizou.

O texto cita, entre outros pontos, que os chamados bailes de “‘pancadões’ são somente um recrutamento organizado nas redes sociais para atender criminosos, estupradores e pedófilos”.  O projeto diz ainda que os bailes incentivam o uso, venda e consumo de álcool e drogas, agenciamento, orgia e exploração sexual, estupro e sexo grupal entre crianças e adolescente, pornografia, pedofilia, arruaça, sequestro, roubo e etc”.

Com mais  de 21 mil assinaturas no site do Senado, foi encaminhada para a relatoria na CDH (Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa). A relatoria, do projeto está sob a responsabilidade do senador Romário (PSB-RJ).

A proposta já vem gerando críticas por parte de artistas ligados ao segmento do funk. A cantora Anitta, por exemplo, rebateu os argumentos utilizados pelo autor do texto: “Tá tudo ok com o Brasil já? Achei que tivesse coisa mais séria para se preocupar do que com um ritmo musical que muda a vida de milhares. O funk gera trabalho, gera renda pra tanta gente. Uma visitinha nas áreas menos nobres do nosso País e vocês descobririam isso rápido”, publicou a funkeira, em seu twitter.

 

Redação