CUIABÁ (MT) — A reta final da janela partidária virou um verdadeiro leilão político nos bastidores do poder em Mato Grosso. E no meio do furacão, um nome virou dor de cabeça geral: Sebastião Rezende.
Mas o problema maior não era só acomodar nomes. Era resolver onde colocar Rezende.
Vetado no Republicanos, desconfortável no União e sem espaço garantido em lugar nenhum, o deputado virou peça difícil no tabuleiro. Tentou entrar no Republicanos, mas levou porta na cara. Lideranças do partido, como Diego Guimarães, Nininho e até a vereadora Maysa Leão, fizeram resistência pesada. Teve ameaça de saída, bate-boca e clima de ruptura.
Nem com articulação direta do governador Otaviano Pivetta a situação andou.
Resultado: travou tudo.
O plano era simples no papel. O União Progressista absorveria nomes vindos do PRD, enquanto o Republicanos abriria espaço pra Rezende. Só que a conta não fechou. Sem aceitar o deputado, o efeito dominó veio forte. Nomes como Gilberto Figueiredo, Paulo Araújo, Mauro Savi, Allan Kardec e Dilmar Dal Bosco recuaram.
Nos bastidores, o clima azedou de vez. Mas a sensação é clara: ninguém quer carregar o problema no colo. A poucos dias do fim da janela, o grupo governista correndo contra o tempo pra montar chapa.
E no centro dessa confusão toda, um nome que virou sinônimo de impasse.
Na política, quando ninguém quer sentar na mesma mesa… o recado costuma ser bem direto.



























