SINDICALISTAS AMEAÇAM POLICIAL, APÓS COBRAR EXPLICAÇÕES SOBRE DESTINO DE R$ 1,4 MIL

SINDICALISTAS AMEAÇAM POLICIAL, APÓS COBRAR EXPLICAÇÕES SOBRE DESTINO DE R$ 1,4 MIL

Cerca de R$ 1,4 milhão do Sindicato dos Investigadores de Polícia (Sinpol) de Mato Grosso seria o motivo para uma suposta trama armada pela presidente da entidade Edileusa Mesquita, 40 anos, seu vice-presidente, Gláucio de Abreu Castañon, 41, que estariam tramando o assassinato do secretário-geral Jamilson Adriano de Souza Moura.

Uma denúncia sobre uma trama assassina foi registrada no boletim de ocorrência número 2019.118217, registrado no dia 18 de abril do corrente ano.

Foi comunicado à Corregedoria da Polícia Judiciária Civil (PJC) pelo próprio agente Souza Moura, no entanto nenhuma providência foi tomada sobre a notícia que chegou ao seu conhecimento no dia 09 de março, quando uma testemunha da articulação do homicídio teria contado à potencial vítima sobre o plano em curso para interromper sua existência.

“Compareceu nesta central de ocorrências o comunicante/vítima noticiando na data do fato que foi procurado em sua residência pela pessoa de (…), sob a alegação que tinha uma coisa muito importante para lhe falar. Que disse ao comunicante/vítima que fora procurado pela presidente do Sinpol, Edileusa Mesquita, e o vice-presidente, Gláucio de Abreu Castañon, respectivamente (…), e questionaram a ela se sabia de uma pessoa que mataria o comunicante/vítima, tendo respondido negativamente”, consta em trecho do boletim.

De acordo com o narrado no documento, essa testemunha disse ainda ter presenciado os dois diretores do Sinpol conversando sobre a necessidade de ter “que arrumar alguém de fora, pois não poderia ser ninguém daqui para fazer isso”.

A motivação da suposta e futura execução encomendada residiria no fato de que, em janeiro deste ano, o secretário geral do sindicato da categoria dos investigadores da PJC notou que nada menos que R$ 1,473 milhão foi transferido da conta do Sinpol para a conta da presidente Edileusa e de um dos membros de seu conselho fiscal, Cledison Gonçalves da Silva. A movimentação de um volume tão grande de dinheiro mostrou-se atípica e por isso o agente Jamilson cobrou oficialmente explicações de Edileusa sobre o montante.

Até a data de registro do boletim de ocorrência, no entanto, Edileusa ou qualquer um dos citados não fizeram a mínima questão de responder aos questionamentos de Jamilson nem muito menos foi feita qualquer prestação de contas desse dinheiro. Passado todo este tempo e ainda hoje não haveria resposta sobre qual o destino da grana.

OUTRO LADO

Edileusa Mesquita e Jamilson Moura

A presidente do Sinpol disse que jamais fez ameaça alguma a Jamilson e o boletim de ocorrência registrado por ele foi baseado em “disse-me-disse”, em boatos e ele estaria fazendo isso de forma orquestrada por duas razões: primeiro como retaliação à diretoria porque fora devolvido à disponibilidade da PJC logo que assumiram; segundo porque há eleição para o novo biênio a ser realizada em 2020.

“É uma briga política por causa das eleições do ano que vem. Isso é forma de me atacar, não existe ameaça, existe disse me disse, o que está na narrativa do boletim de ocorrência não é uma ameaça, é um disse me disse, eu tenho outro boletim de ocorrência do próprio funcionário alegado por ele dizendo que Jamilson está mentindo. Ele está fazendo isso porque foi afastado depois de termos colocado ele em disponibilidade para a PJC”, explicou. (informações ao site FolhaMax)

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