O padre Paulo Ricardo, da Paróquia Cristo Rei, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, e Lucas Rotilli Durlo, conhecido como ‘líder dos caminhoneiros’ em Mato Grosso, estão entre os nomes citados no relatório final da Polícia Federal (PF) sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022.
O g1 ligou para os números dos citados, disponibilizados pela PF, mas as ligações não foram atendidas.
Padre Paulo Ricardo
No documento, o padre Paulo Ricardo é citado em um diálogo que ocorre entre ele e o padre José Eduardo, de Osasco (SP), apontado como colaborador na elaboração da minuta e responsável pela ‘oração ao golpe’. A conversa aconteceu no dia do Natal de 2022. A PF destaca que os dois sacerdotes tinham esperança de manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder.
Paulo Ricardo acumula 5,8 milhões de seguidores nas redes sociais e é conhecido pela influência religiosa por meio de palestras e venda de cursos sobre espiritualidade e doutrina da igreja católica.
A relação do padre com o ex-presidente
Em 2019, o ex-presidente Jair Bolsonaro compartilhou um vídeo do padre Paulo Ricardo, no qual o religioso afirmava que “Cristão não é pacifista”. O vídeo, publicado pela primeira vez em 2011 no YouTube, foi gravado após o massacre de Realengo, no Rio de Janeiro, quando um jovem de 23 anos invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira e matou 12 estudantes, com idades entre 13 e 16 anos.
Na gravação, o padre classificou a defesa do desarmamento como uma “crise histérica” e “pura hipocrisia”. Na mesma época, em um programa de TV, Paulo Ricardo alegou que o governo da Suécia obrigava crianças a usarem uniformes laranja, associando essa suposta regra à “ideologia de gênero”. Poucos dias depois, a Embaixada da Suécia no Brasil desmentiu as declarações.






















