RONDONÓPOLIS (MT) – A crise da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder) já ultrapassou qualquer limite aceitável. Salários atrasados, incerteza total e um rombo que virou tema diário na cidade. Diante de tudo isso, uma pergunta ecoa cada vez mais forte: cadê a CEI da Coder?
A instalação de uma Comissão Especial de Inquérito não é favor, é obrigação diante da gravidade do caso. Estamos falando de uma empresa pública que saiu de uma dívida milionária e chegou a um cenário de colapso financeiro, afetando diretamente centenas de trabalhadores e suas famílias.
Mesmo assim, a Câmara de Vereadores segue em ritmo lento. Discussões, discursos e reuniões acontecem, mas a medida mais concreta para investigar responsabilidades ainda não saiu do papel. A sensação é de falta de urgência por parte de quem deveria estar à frente da cobrança.
Enquanto isso, o trabalhador da Coder continua sem salário e sem resposta. A crise virou discurso em audiência pública, virou pauta política, mas investigação de verdade, com transparência e responsabilização, segue travada.
A CEI é o caminho para abrir a caixa-preta da Coder. Saber quem fez o quê, quando e como a situação chegou a esse ponto. Sem isso, tudo vira narrativa. E narrativa não paga salário atrasado.
A morosidade da Câmara levanta um questionamento inevitável: quem tem medo da CEI?
Se há interesse público, se há dinheiro público envolvido e prejuízo direto para trabalhadores, não existe justificativa para empurrar essa decisão. Cada dia de atraso é mais um dia sem respostas.
Rondonópolis não precisa de mais discurso. Precisa de investigação, transparência e responsabilidade.
E isso começa com a CEI da Coder saindo do papel. Já passou da hora.



























