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    Promotor chama advogada de “feia”, jurada se revolta e júri é anulado

    Um promotor de Justiça do Ministério Público de Goiás (MPGO) chamou uma advogada de “feia” durante um julgamento no Plenário do Tribunal do Júri, em Alto Paraíso de Goiás (GO), no Entorno do DF, nessa sexta-feira (22/3).

    O promotor Douglas Roberto Ribeiro de Magalhães Chegury referiu-se à advogada criminalista Marília Gabriela Gil Brambilla, como pessoa “irônica”, e a chamou de feia.

    “Não quero beijo da senhora. Se eu quisesse beijar alguém aqui, eu gostaria de beijar essas moças bonitas, e não a senhora, que é feia”, disse o promotor de justiça.

    Após as falas, houve protestos dos presentes, e o promotor voltou a ofender a advogada. “Mas é óbvio. Só porque eu reconheci aqui que esteticamente… Eu menti? Tecnicamente ela não é uma mulher bonita.”, continuou o promotor.

    A advogada pediu pela prisão do promotor. Por deliberação do juiz presidente do júri, Felipe Junqueira d’Ávila Ribeiro, a sessão foi anulada após uma das juradas se retirar do plenário.

    “Conforme acima relatado, durante a presente sessão plenária, após discussão entre membro do Ministério Público e uma das advogadas de defesa ao longo dos debates, uma jurada se levantou e se retirou do plenário, afirmando que não queria mais participar”, diz trecho da ata de julgamento do júri.

    O Metrópoles não localizou o promotor para comentar o caso. O espaço segue aberto.

    Repúdio

    Neste sábado (23/3), a Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) divulgou nota de repúdio às declarações do promotor.

    “Não há como tolerar esse comportamento. É clara a ofensa à advogada e a violação de prerrogativas. Não aceitaremos qualquer tipo de violência contra a advocacia e, especialmente, contra a mulher advogada, como neste caso”, afirmou o presidente da OAB-DF, Délio Lins e Silva Jr.

    “A nossa diretoria e equipes de prerrogativas já estão à disposição da doutora Marília para apoiá-la nas medidas cabíveis em âmbito administrativo e criminal, respeitando-se o devido processo legal, ampla defesa e o contraditório”, acrescentou.

    A OAB-GO, por meio de suas comissões de Direitos e Prerrogativas e da Mulher Advogada, também repudiou as declarações.

    “Esta conduta viola a ética profissional e é inaceitável. Demonstramos solidariedade à advogada afetada e reafirmamos nosso compromisso com a defesa da dignidade e dos direitos de toda a advocacia, neste caso, especialmente da mulher advogada”, afirma o texto.

    A OAB-GO informou que irá agir de modo a assegurar uma investigação criminal e administrativa adequada em relação ao ocorrido e a fomentar um ambiente jurídico de respeito e igualdade. “Reiteramos o empenho da Seccional Goiana em erradicar a discriminação e promover a igualdade de gênero na seara jurídica e na sociedade”, finaliza a nota.

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