Primeiro satélite 100% brasileiro será lançado no fim do mês

Primeiro satélite 100% brasileiro será lançado no fim do mês

O primeiro satélite de observação da Terra totalmente projetado, testado e operado pelo Brasil está prestes a ser enviado ao espaço. Intitulado de Amazônia 1, o satélite vai ser lançado na missão PSLV-C51 da agência espacial indiana Indian Space Research Organisation (ISRO) e está programado para entrar em órbita no dia 28 de fevereiro, às 10h24 no horário local (1h54 no horário de Brasília).

Inicialmente, o lançamento do Amazônia 1 estava programado para o dia 22 de fevereiro, mas a ISRO solicitou o adiamento para maior tempo de preparo do terceiro e quarto estágios do processo de envio. O primeiro estágio do lançador já está montado no local de lançamento na base de Shar, na Índia.

Quando entrar em órbita na Terra, o satélite brasileiro — que faz parte da Missão Amazônica — coletará dados de observação e monitoramento do desmatamento no Brasil, especialmente da região amazônica. A missão também fiscalizará a agricultura em territórios nacionais com alta taxa de revisita e vai trabalhar em conjunto com os programas ambientais existentes.

O Amazônia 1 será o terceiro satélite brasileiro de sensoriamento remoto e deverá atuar em conjunto com o CBERS-4 e ao CBERS-4A, desenvolvidos em parceria com a China.

“A Missão Amazônia vai consolidar o conhecimento do Brasil no desenvolvimento integral de uma missão espacial utilizando satélites estabilizados em três eixos, visto que os satélites de sensoriamento remoto anteriores foram desenvolvidos em cooperação com outros países”, afirmou o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em nota.

A Missão Amazônia também prevê o lançamento de mais dois satélites: o Amazônia-1B e Amazônia-2.

Amazônia 1

O satélite Amazônia 1 é um satélite de órbita Sol síncrona (polar), que vai gerar imagens do planeta a cada cinco dias. Ele dispõe de um imageador óptico de visada larga, capaz de observar uma faixa de cerca de 850 km, com 64 metros de resolução.

Além disso, o satélite brasileiro é formado por dois módulos independentes: um Módulo de Serviço (Plataforma Multimissão ou PMM) e um Módulo de Carga Útil, que abriga os equipamentos responsáveis pelas gravações e transmissões de imagens.

A vida útil do Amazônia 1 é de quatro anos. Isso significa que ele deverá ficar em órbita na Terra até meados de 2025.

Redação com OLHAR DIGITAL

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