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    PCC teria executado dois membros por falha em atentado contra Moro

    Janeferson Aparecido Mariano Gomes, o Nefo, e Reginaldo Oliveira de Souza, o Rê, foram executados na tarde desta segunda-feira (18), na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP). Ambos estavam presos desde março de 2023, acusados de tramar o sequestro do senador Sérgio Moro (União-PR) e atentados a autoridades.

    A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo investigam as mortes. A suspeita principal é que os dois foram condenados pelo tribunal do PCC por falharem no plano contra Moro e família e por terem fornecido provas para a Polícia Federal (PF), que interrompeu a execução do plano com a deflagração da Operação Sequaz.

    Na operação Sequaz, um dos principais líderes do PCC, Patrick Uelinton Salomão, o Forjado, e outros envolvidos no plano permaneceram foragidos. As provas encontradas nos aparelhos de telefone de Nefo e da sua mulher Aline Paixão – que chegou a ser presa e foi solta – teriam sido o motivo da execução.

    Forjado é da cúpula do PCC, acima Nefo. Deixou a Penitenciária Federal de Brasília em 2022, após cumprir pena de quase 16 anos de prisão. Alvo da Sequaz, ele não foi encontrado pela PF.

    A PF identificou em trocas de mensagens entre Nefo e a mulher os códigos usados para identificar os alvos. Também localizou prints da tela do telefone celular durante uma videochamada com os cinco coordenadores do plano.

    As investigações uniram PF, Gaeco de São Paulo e o Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Foram deflagradas ações em janeiro, março e dezembro de 2023 contra os envolvidos. Um ex-integrante do PCC delatou a missão e apontou o líder Marcola como o principal beneficiado. As provas mostraram um plano em mais de um estado e com objetivo de atacar autoridades.

    Investigação
    Imagens das câmeras internas de segurança da P-2, em Presidente Venceslau, registraram os dois assassinatos cometidos por quatro detentos, que se entregaram após os crimes. O material recolhido pela polícia vai ser analisado. Os quatro presos envolvidos confessaram o crime e apontaram um desentendimento entre eles como motivação.

    Rê é cercado em um banheiro desativado na área de banho de sol e Nefo, no pátio. Eles teriam sido golpeados com um canivete e uma faca improvisada.

    O promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco, acompanha o caso. Ele seria um dos alvos do plano frustrado e atua no combate ao PCC desde sua origem.

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