RONDONÓPOLIS (MT) — Acabou o período de advertência e começou a punição para quem insiste em transformar as ruas de Rondonópolis em pista de corrida. A partir desta segunda-feira (23), a fiscalização eletrônica de trânsito passou a operar oficialmente de forma punitiva nas principais vias da cidade, registrando e multando condutores que desrespeitam os limites de velocidade, avançam sinais vermelhos ou param sobre a faixa de pedestres.
A medida visa frear a violência no asfalto e garantir a segurança de quem transita corretamente. O recado das autoridades é claro e direto: a fiscalização não é uma armadilha, mas sim a aplicação rigorosa da lei. O equipamento eletrônico não inventa infrações; ele apenas registra o desrespeito de quem escolhe ignorar a sinalização e colocar a própria vida e a de terceiros em risco.
Os radares já estão ativos em pontos de fluxo intenso e histórico de acidentes graves, como as avenidas Fernando Corrêa da Costa, Lions Internacional e Júlio Campos. Para o motorista que dirige com responsabilidade, respeita os limites da via e obedece aos semáforos, a rotina não muda em nada e o bolso continua intacto.
A dor de cabeça e os pontos na Carteira de Habilitação (CNH) ficam restritos exclusivamente aos infratores contumazes.A ativação das câmeras encerra a fase educativa e coloca um ponto final na impunidade diária de quem achava que a falta de agentes de trânsito em cada esquina era um passe livre para a imprudência.
O foco agora é a preservação da vida e a organização do espaço urbano.“Quem anda certo não tem com o que se preocupar. A lei de trânsito é a mesma no Brasil inteiro e não foi feita para punir o trabalhador, mas para impedir que acidentes continuem destruindo famílias em Rondonópolis.
A multa só chega na casa de quem decide, por conta própria, desrespeitar as regras e colocar a vida dos outros em perigo”, destacou um especialista em segurança viária que acompanha a implantação do sistema.



























