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    Na rota do crime organizado, município de MT fica entre as 10 cidades mais violentas do Brasil, diz Atlas da Violência

    📍O município de Sorriso, a 420 km de Cuiabá, está entre as 10 mais violentas do Brasil, considerando as taxas de homicídios nos municípios com mais de 100 mil habitantes. Os dados se referem aos registros de 2022 e foram publicados no Atlas da Violência 2024, estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) divulgado nessa terça-feira (18).

    Em comparação ao estudo anterior, Mato Grosso teve um aumento de 18% na taxa de violência, o maior crescimento Brasil.

    Ocupando a 7ª posição geral no ranking geral, Sorriso possui 110.635 habitantes e foi a única cidade mato-grossense com maior taxa de homicídios da lista. Foram 77 homicídios por cada 100 mil habitantes.

    Confira as 10 cidades com maiores taxas de homicídios estimados por 100 mil habitantes:

    1. Santo Antônio de Jesus (BA) – 94,1
    2. Jequié (BA) – 91,9
    3. Simões Filho (BA) – 81,2
    4. Camaçari (BA) – 76,6
    5. Juazeiro (BA) – 72,3
    6. Altamira (PA) – 71,3
    7. Sorriso (MT) – 70,5
    8. Cabo de Santo Agostinho (PE) – 66,9
    9. Salvador (BA) – 66,4
    10. Feira de Santana (BA) – 66,0

    Na rota do crime
    A presença das duas maiores organizações criminosas no estado está relacionada aos assassinatos registrados, conforme o estudo. Mato Grosso possui posição estratégica para a entrada de drogas e armas no território nacional pela Bolívia e a dinâmica entre organizações criminosas de acesso para a rota São Paulo e Paraná passa por Sorriso (MT).

    Segundo o sociólogo e economista Mauricio Munhoz, o rápido crescimento econômico da cidade também impulsiona o aumento da violência na região.

    “Sorriso é um caso isolado dessa violência extrema. A posição estratégica da cidade com as regiões de fronteira atrai as facções criminosas. Outra parte se explica pelo crescimento rápido do município e economia local, que aumenta as periferias”, explicou.

    Ainda de acordo com o estudo, essa dinâmica também trouxe altos índices para outras cidades da região norte do estado, como Aripuanã (93,4) e Colniza (62,1). Já no sudoeste do estado, Barra do Bugres (68,0) foi cenário de chacinas e mortes violentas, inclusive em ações policiais.

    A metodologia do Atlas leva em conta o número de homicídios estimados, incluindo os que foram registrados e somando aos homicídios ocultos. Segundo o estudo, esse dado traz mortes violentas que não foram assinaladas como homicídio pelo estado, mas que têm grande probabilidade de serem homicídios.

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