CANARANA (MT) – O Ministério Público bateu na mesa e escancarou o que muita gente já suspeitava: informação pública sendo escondida e transparência tratada como detalhe.
Em manifestação recente, o MP apontou omissão da Prefeitura de Canarana e da Câmara Municipal ao não fornecerem, de forma completa, documentos sobre um contrato de mais de R$ 20 milhões com a empresa PMT – Photonex Comércio de Material Elétrico Ltda.
O caso envolve o Contrato nº 73/2025, ligado a uma operação de crédito com o Banco do Brasil. O cidadão pediu acesso aos dados, insistiu, protocolou novamente… e nada. Silêncio.
Foi preciso entrar com mandado de segurança para obrigar o básico: mostrar onde e como o dinheiro público está sendo usado.
Mesmo depois de decisão judicial determinando a entrega das informações, o que veio foi incompleto. Faltaram peças essenciais como planilhas de custos, cronograma financeiro, documentos de execução e até detalhes do financiamento que banca o contrato.
Na prática, sem esses dados, ninguém consegue saber se o dinheiro está sendo bem aplicado, se os valores estão corretos ou se existe irregularidade no meio do caminho.
E aí entra o ponto mais grave.
O Ministério Público foi direto: houve omissão, houve falha e a transparência não foi cumprida como manda a lei. Tanto que pediu à Justiça que obrigue o fornecimento completo das informações, além de determinar que Prefeitura e Câmara passem a responder corretamente futuros pedidos, sob risco de multa.
Traduzindo: esconder informação pública pode sair caro.
O caso demostra a prática que ainda persiste em muitos lugares. Quando o assunto é dinheiro público, o acesso deveria ser automático. Porém o cidadão ainda precisa brigar pra saber o que está sendo feito com recursos milionários.



























