Rodinei Crescêncio MBL pede cassação de Calistro em VG por acusação de tráfico

MBL pede cassação de Calistro em VG por acusação de tráfico

Um novo pedido de cassação do mandato do vereador Jânio Calistro (DEM) por quebra de decoro parlamentar foi protocolado na Câmara de Várzea Grande nesta terça (29). Um dos três cidadãos que assinam o pedido de abertura de procedimento administrativo disciplinar é o candidato a suplente de senador na chapada de Elizeu Nascimento e pai do deputado estadual Ulysses Moraes, Naime Mário Martins Moraes.

O documento também é assinado pelo candidato a vereador Gesenilton F. Nelo e pelo servidor público Juliano Rafael Teixeira Enamoto. Eles são ligados ao Movimento Brasil Livre (MBL) em Mato Grosso.

Calistro foi preso na Operação Clean Up, deflagrada contra o tráfico de drogas em Várzea Grande em 19 de dezembro do ano passado. Teve a prisão preventiva revogada em 20 de março e desde então cumpre outras medidas restritivas.

Apesar das suspeitas de envolvimento nos crimes, Calistro segue no cargo e é candidato à reeleição em novembro.

Uma Comissão Processante chegou a ser instaurada na Câmara, mas acabou suspensa por decisão judicial em razão de falhas no procedimento. O processo segue tramitando na 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande.

“Contudo, mostra-se plenamente possível a reapresentação de requerimento para instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito, uma vez que não houve o regular julgamento dos fatos, deixando a medida liminar e o objeto do mandamus apenas referente a procedimento, não embaraçando a reapresentação”, diz o novo documento.

Os membros do MBL citam que as investigações divulgadas revelam “fatos gravíssimos, os quais exigem que os demais vereadores de Várzea Grande e o próprio Poder Legislativo Municipal manifeste-se e imponha uma ação diante deste imbróglio, dessa mácula que traz uma “letra escarlate” da infâmia na fronte de todos os vereadores”.

Eles defendem que o suposto envolvimento de Calistro com o tráfico de drogas não seria condizente com o decoro parlamentar e deveria causar a perda do mandato.

Como vereador, a conduta dele deveria ser exemplar, “dignificando o cargo que ocupa e esperado por seus eleitores e em aspecto geral, pela sociedade, não infringindo a lei, a ordem e os bons costumes”.

“A descrição da conduta do vereador denunciado, atinge frontalmente inúmeros aspectos descritos acima, seja pelas ligações com pessoas com notório envolvimento com atividades criminosas, de acordo com a Delegacia de Repressão, seja pela gravidade da natureza dos crimes, seja ainda pela péssima repercussão que a Câmara de Várzea Grande está tendo”, afirmam.

O documento elenca o rito a ser seguido, de acordo com o Decreto Lei 201/1967, para evitar novas nulidades em caso de instauração de outro procedimento contra o parlamentar.

Redação com RDnews

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