Natural de Poxoréu (MT) e habitante de Rondonópolis até os 20 anos de idade, Lucas Prado transformou os 100 m, 200 m e 400 m em pistas de vitórias — mesmo depois de perder 90% da visão. Hoje, ele é mais que um velocista paralímpico: é símbolo de superação, orgulho local e inspiração para quem acredita que limites existem para serem ultrapassados.
Que tal conhecer rapidamente a história de mais um campeão?
Quem é Lucas Prado?
Lucas Prado, desde cedo, mostrou gosto pelo esporte. A vida, porém, lhe apresentou um desafio enorme: em 2002, aos dezoito anos, sofreu um descolamento de retina que lhe tirou a visão. Foi um baque duro, mas que não o impediu de sonhar. Nesse momento, ele jamais esperaria que poderia figurar entre os favoritos de uma competição paralímpica, no futuro, figurando até mesmo em cada bet de 1 real ou valores semelhantes espalhada pelo mundo.
Primeiro, tentou seguir em esportes coletivos como o futebol de cinco e o goalball,
tradicionais entre atletas com deficiência visual. Mas foi no atletismo que encontrou o verdadeiro caminho. Ainda jovem, deixou sua cidade natal para buscar condições melhores de treino e dedicação, mergulhando de vez na pista. Essa virada marcou o início de uma trajetória que transformaria o rondonopolitano em um dos maiores velocistas paralímpicos do Brasil.
A família de Lucas Prado
O atleta mantém uma forte ligação com suas raízes familiares, que coincidem com de outras super atleta brasileira, Aninha. Sua mãe chama-se Anália Prado e sua avó, residente na cidade, é Terezinha Prado — ambos têm papel de apoio fundamental em sua trajetória.
Mesmo após alcançar projeção internacional como velocista paralímpico, Lucas costuma retornar à cidade natal para conviver com os familiares e reforçar o orgulho local.
A trajetória do campeão
A virada de Lucas Prado no atletismo foi arrebatadora. O rondonopolitano, que havia perdido quase toda a visão aos dezoito anos, transformou a dificuldade em motivação para brilhar nas pistas. Sua explosão aconteceu nos Jogos Paralímpicos de 2008, em Pequim, e a partir dali acumulou títulos que o colocaram entre os maiores velocistas paralímpicos da história.
Veja as principais conquistas do atleta:
- ● Três ouros nos Jogos Paralímpicos de Pequim 2008 (100 m, 200 m e 400 m, T11).
- ● Prata no 100 m T11 nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012.
- Campeão mundial em Assen 2006 (100 m T11) e campeão mundial em Christchurch 2011 (100 m, 200 m e 400 m T11).
- ● Recordista mundial nos 100 m e 200 m T11 em diferentes fases da carreira.
- ● Recordista mundial nos 100 m, 200 m e 400 m da classe T11 em diferentes fases da carreira.
O legado do atleta para o Mato Grosso e o Brasil
Hoje, longe do auge das pistas, Lucas Prado continua sendo lembrado como um dos maiores nomes do atletismo paralímpico do Brasil. Depois de encerrar a carreira, se dedicou a palestras motivacionais e projetos ligados ao esporte e à inclusão social, compartilhando sua história de superação com jovens e atletas em formação.
Embora não viva mais em Rondonópolis, sua trajetória segue inspirando a cidade que o revelou, mostrando que o talento local pode chegar ao topo do mundo. Para Rondonópolis, Poxóreu e o Mato Grosso inteiro, Lucas não é apenas um campeão paralímpico — é um símbolo de coragem, determinação e orgulho que atravessa gerações.
Aninha: outra atleta de Rondonópolis que vale a pena mencionar
Ana Vitória Angélica Kliemaschewsk de Araújo nasceu em 6 de março de 2000 em
Rondonópolis (MT) e, desde cedo, mostrou que o futebol seria mais que um passatempo, seria sua carreira.
Apesar dos desafios de começar em uma cidade do interior e de ver clubes como o
União Esporte Clube recusarem-se a montar um time feminino, ela não arredou o pé. Aos oito anos, foi dispensada, mas encontrou apoio no Rondonópolis Esporte Clube, onde treinava com garotos para aperfeiçoar técnica e pegada no jogo.
Sua carreira ganhou escala: passou por clubes grandes como Corinthians, e no exterior brilhou no Benfica (Portugal) e assinou com o Atlético de Madrid (Espanha).
Em 2024, tornou-se a primeira atleta mato-grossense a conquistar uma medalha
olímpica, com a prata nos Jogos de Paris. Hoje, “Aninha” representa o que muitos garotos e garotas de Rondonópolis e Mato Grosso sonham. Assim como Lucas Prado, ela continuará carregando no peito o orgulho de muitos conterrâneos.



























