Legião Urbana – Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá autorizados pelo STJ para uso da marca

Legião Urbana – Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá autorizados pelo STJ para uso da marca

Nesta quarta-feira (29/6), a 4ª turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu pela possibilidade de o guitarrista Dado Villa-Lobos e baterista Marcelo Bonfá de usarem a marca Legião Urbana, que hoje é administrada por Giuliano Manfredini, filho do cantor e compositor Renato Russo. Após adiamento do último julgamento pelo ministro Antônio Carlos Ferreira, o voto de desempate foi do ministro Marco Buzzi.

“Para mim, foi o melhor presente que poderia receber no dia do meu aniversário. É um fardo que estou tirando das minhas costas. Decisão da Justiça é para ser cumprida. Mas, quero deixar claro que nunca usamos a marca Legião Urbana. Bonfá e eu fizemos shows com nossas músicas, para comemorar 30 anos dos discos de estreia, do Dois e do Que país é este? de uma banda que saiu de Brasília para conquistar o Brasil e se tornar universal”, destaca Dado Villa-Lobos, guitarrista. “Poderemos voltar a fazer shows quando houver possibilidade de reunir as pessoas e celebrar o que fizemos pelo rock, pela música, pela cultura brasileira, mas obviamente não tem nada planejado por enquanto. Agora só queremos comemorar essa vitória que obtivemos na justiça”, acrescenta.


O caso estava há oito anos se desenrolando na Justiça. Giuliano Manfredini começou a notificar Villa-Lobos e Bonfá quando faziam apresentações ou usavam de alguma forma a marca da banda por afirmar ter os direitos totais pelo nome Legião Urbana. Assim, em 2013, os dois músicos, que fizeram parte da formação mais famosa da banda brasiliense, entraram com uma ação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro em 2013 para impossibilitar este tipo de cobrança de Manfredini. Dado e Marcelo se viam no direito de usar o nome da Legião Urbana por terem participado do início e do crescimento do conjunto que se tornou um dos mais famosos do país.

Após a última decisão do STJ, os artistas poderão utilizar a marca sem precisar de autorização de Giuliano Manfrendini ou de um acordo financeiro com o produtor cultural. O ministro Marco Buzzi divergiu da relatora Maria Isabel Gallotti, e acompanhou o voto de Antonio Carlos Ferreira. O placar foi 3 a 2 para Villa-Lobos e Bonfá. Buzzi defendeu que os ex-integrantes da Legião Urbana foram responsáveis por construir o legado cultural brasileiro e, portanto, possuem direito de apresentar as obras autorais em nome da banda. Cabe recurso.

Redação com Correio Braziliense


Sobre o Autor

Talvez você também goste

Mato Grosso

ENERGIA SOLAR- Lei pelo fim de imposto é aprovado por unanimidade e segue para sanção

Os deputados estaduais aprovaram, em segunda votação, nesta quarta-feira (26), o projeto de lei que trata da isenção de cobrança de ICMS sobre energia solar. A proposta apresentada pelo deputado

Variedades / Entretenimento 0 Comentários

Raça Negra em Rondonópolis show transferido para Estância Eita Bier

O Grupo Raça Negra, desembarca neste domingo 21/07/2019 em Rondonópolis, mas teve o local da apresentação, o foi show foi transferido para estância Eita Bier em frente ao parque de

Destaques

População protesta contra o “LOCKDOWN” em Búzios (vídeos)

Um protesto foi realizado por trabalhadores na cidade de Búzios, na Região dos Lagos do Rio, nesta quinta-feira (17/12). A população se mobiliza contra a decisão judicial que determinou o