A Justiça Eleitoral de São Paulo tomou uma decisão impactante nesta sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025, ao condenar o influenciador e empresário Pablo Marçal, do PRTB, por abuso de poder político e econômico durante a campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024.
O juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da 1ª Zona Eleitoral da capital, determinou que Marçal ficará inelegível pelos próximos oito anos, uma pena que pode alterar significativamente sua trajetória política. A sentença foi motivada por irregularidades identificadas na campanha, incluindo a prática de vender apoio político a candidatos a vereador mediante pagamento de R$ 5 mil via Pix, o que configura captação ilícita de recursos.
A decisão, anunciada em primeira instância, ainda permite recurso ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), mas já reverbera como um marco no cenário político paulista. Marçal, que havia se destacado nas eleições municipais com uma campanha baseada em sua influência digital, agora enfrenta um revés que pode comprometer seus planos futuros, como a anunciada candidatura à Presidência da República em 2026. O caso expõe os limites legais para o uso de estratégias heterodoxas em disputas eleitorais e reacende o debate sobre a fiscalização do financiamento de campanhas no Brasil.
Pablo Marçal ganhou notoriedade durante as eleições de 2024 ao adotar táticas ousadas que misturavam marketing digital e promessas de apoio político condicionado a contribuições financeiras. Durante a campanha, ele divulgou um vídeo oferecendo gravar mensagens de apoio a candidatos a vereador que transferissem R$ 5 mil para sua conta, uma ação que, segundo a Justiça Eleitoral, violou as regras de captação de recursos e configurou abuso de poder econômico.
Além disso, o juiz apontou que Marçal fez uso indevido de meios de comunicação social, aproveitando sua base de seguidores nas redes para promover sua candidatura de maneira desproporcional. A sentença também considerou o abuso de poder político, evidenciado por práticas que desequilibraram a disputa em relação aos demais concorrentes, como Guilherme Boulos (PSOL) e Ricardo Nunes (MDB). O influenciador, que já havia enfrentado controvérsias por divulgar um documento falso contra Boulos, consolidou-se como uma figura polarizadora na política paulista.
Sua vice na chapa, Antônia de Jesus Barbosa Fernandes, foi absolvida das acusações, o que reforça que o foco da condenação recaiu exclusivamente sobre as ações de Marçal. O caso reflete um esforço da Justiça Eleitoral para coibir práticas que ameaçam a igualdade nas eleições, especialmente em um contexto de crescente influência das redes sociais no processo democrático.



























