Juiz manda prender empresária acusada de matar irmãos Araújo

Juiz manda prender empresária acusada de matar irmãos Araújo

Os homicídios foram cometidos pelos pistoleiros do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, Célio Alves e o ex-cabo da Polícia Militar Hércules Agostinho.

O juiz Wagner Plaza Machado Junior, da 1ª Vara Criminal de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá), determinou a prisão preventiva da empresária Mônica Marchett. A ré está foragida há anos e não atendeu as intimações feitas via edital para comparecer à Justiça e atender as determinações. Ela é acusada de mandar matar os irmãos Brandão Araújo Filho e José Carlos Machado Araújo, nos anos de 1999 e 2000, por uma briga por terras no município.

Os homicídios foram cometidos pelos pistoleiros do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, Célio Alves e o ex-cabo da Polícia Militar Hércules Agostinho.


O processo se arrasta desde 2003. No decorrer dos anos, a ré impetrou recursos e em 2018 o Tribunal de Justiça (TJMT) a livrou de ir a júri popular.


Na decisão recente, o juiz pontua que o oficial de Justiça não conseguiu intimar a Mônica e ela também não respondeu a intimação por edital. De forma que sua ausência prejudica a tramitação processual e a beneficia. Para evitar prejuízos ao processo que tramita há 20 anos, o juiz determinou a produção antecipada de provas e a prisão da ré.

“Decreto a prisão preventiva da acusada Mônica Marchett para assegurar a aplicação da lei penal e garantir a ordem pública, com arrimo nos artigos 312 e 313 ambos do Código de Processo Penal”, diz trecho da decisão.

As policias locais e a Polinter devem ser comunicadas do mandado de prisão preventiva contra a ré. As provas devem ser apresentadas em audiência marcada para 2 de dezembro. Um defensor público deve ser nomeado para fazer a defesa da ré na sessão.

O caso
Brandão Araújo Filho foi morto em agosto de 1999 e o irmão, José Carlos Machado Araújo, em dezembro de 2000. O cabo Hércules, que trabalhava para Arcanjo, admitiu o crime e acusou Marchett de tê-lo contratado para o “serviço”.


O crime teria sido motivado pela briga judicial por uma área de 2.175 hectares entre as famílias. O negócio mal sucedido foi realizado em 1988 e a pendência ainda não teve resolução.


Os assassinos receberam um carro modelo gol como pagamento. A transferência do veículo foi feita pela empresa “Mônica Armazéns Gerais LTDA” e é uma das provas que ligam a ré ao crime.


Célio Alves de Souza foi condenado, em 2018, a 24 anos de prisão pelos assassinatos. Cabo Hércules foi condenado, em 2010, a 27 anos de prisão pelos homicídios. Ele já soma condenações que passam de 160 anos.

Redação com Gazeta Digital

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