RONDONÓPOLIS (MT) — A nota divulgada pelo vice-prefeito Altemar Lopes sobre a possibilidade de assumir a Secretaria Municipal de Saúde acabou jogando mais lenha na fogueira da política local. Ao invés de pacificar o assunto, o texto escancarou um clima de tensão criado por ele mesmo na gestão.
Diferente do que sugere a nota, foi constatado que o assunto já vinha sendo levantado publicamente pelo próprio vice-prefeito em grupos de WhatsApp. Prints que circulam no meio político mostram que Altemar tratou do tema antes mesmo da manifestação do prefeito, levando a discussão para o campo público e alimentando especulações.

Na resposta divulgada, Altemar diz aceitar o cargo, mas coloca uma lista de condições. Entre elas autonomia total sobre o orçamento bilionário da pasta, poder para nomear e exonerar cargos comissionados e até criação de um comitê para revisar contratos.
Na prática, o vice-prefeito tenta impor condições ao chefe do Executivo, como se tivesse prerrogativa para estabelecer regras dentro da estrutura administrativa do município. Nos bastidores, a avaliação é que o tom da nota soa mais como imposição de condições ao prefeito do que como disposição para assumir uma missão de governo.

Outro detalhe que reforça o clima de ruptura é que, segundo informações que circulam no meio político, Altemar teria bloqueado em redes sociais perfis ligados ao prefeito e a secretários da administração municipal. Um claro gesto de distanciamento político.


A Secretaria de Saúde de Rondonópolis administra um orçamento superior a R$ 600 milhões e é considerada uma das áreas mais sensíveis da administração. Em vez de resolver o debate no gabinete, levou a discussão para o palco público.



























