PRIMAVERA DO LESTE (MT) — A Operação Linha de Mando abriu um cenário pesado, com suspeita de crime organizado e possível cadeia de comando por trás do assassinato do engenheiro agrônomo Afrelino Baptistella Júnior. Mas no meio da poeira levantada, uma coisa precisa ser colocada no lugar certo: fato é fato, e suposição não é sentença.
Um dos nomes citados no entorno da investigação é o do ex-policial militar Jean Gerald Alves de Jesus, demitido em julho de 2020 por suposta fraude documental. Em 2025 passou a atuar como assessor parlamentar ligado ao vereador Rafael Pereira de Abreu.
A discussão esquentou por causa da Lei da Ficha Limpa municipal, que prevê impedimento de contratação por cinco anos após demissão do serviço público. Como a nomeação ocorreu em janeiro de 2025, antes do prazo completo, levantou-se o questionamento.

Mas aqui entra o ponto que muita gente ignora na pressa de julgar.
O próprio vereador Rafael deixou claro à reportagem que há uma avalanche de informações desencontradas. Segundo ele, até agora não existe condenação contra o ex-PM no caso do homicídio. Ele é investigado, não condenado. E isso faz diferença.
Inclusive, o ex-policial nem foi preso pelo homicídio. Segundo consta, ele foi conduzido por posse de arma de fogo encontrada em sua residência, passou por audiência de custódia e foi liberado, respondendo ao processo dentro da lei.
Sobre a nomeação, Rafael foi direto: pediu apuração do caso. E mais, afirmou que se ficar comprovado qualquer irregularidade, a correção será feita e as medidas legais serão tomadas. Disse ainda que não toma decisão no grito nem na pressão, mas com base em prova.
Do outro lado, o presidente da Câmara, vereador Marco Aurélio Salles, reforçou o que está na regra do jogo: a escolha de assessores é de responsabilidade dos parlamentares. E que, até o momento, todas as suspeitas ainda carecem de comprovação.
Ou seja, o cenário hoje é esse: investigação em andamento, suspeitas sendo levantadas e nenhuma condenação no caso principal.
No meio disso tudo, o que se vê é o velho roteiro. Nome aparece, pressão vem junto e o julgamento popular tenta correr mais rápido que a Justiça.



























