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    Família de acreana que teve morte cerebral no MT faz campanha para translado do corpo

    Os familiares de Jancicleia Leitão Alcântara, de 22 anos, realizam uma campanha para arrecadar R$ 17 mil e conseguir transportar o corpo da jovem, vítima de morte cerebral, do município de Alta Floresta, no Mato Grosso, para Rio Branco. A jovem teve a morte atestada por um médico mato-grossense e o valor mínimo é de R$ 14 mil para voltar ao Acre com o carro da funerária.

    Em conversa com o g1, Janderleia Leitão Alcântara, irmã da vítima, diz que Jancicleia viajou à procura de oportunidades de emprego e realizar o sonho de fazer faculdade. “A faculdade era de graça, era o sonho dela fazer técnica de enfermagem. Com uma semana ela conseguiu um trabalho”, complementou.

    A irmã conta que Jancicleia é mãe de duas meninas e levou a maior, de apenas 7 anos. A menor tem 2 anos e ficou aos cuidados do pai. Antes da viagem, ela contou que a jovem passou mal algumas vezes, foi ao pronto-socorro de Rio Branco, porém não pediram exames para verificar o que ela teria, apenas foi dito que ela estaria com crises de ansiedade e anemia. Os médicos também passaram remédios e a mandaram de volta para casa.

    De acordo com Janderleia, a irmã viajou e já estava trabalhando em Sorriso, no Mato Grosso, quando passou mal no trabalho, pouco mais de um mês após viajar.

    “Aí [ela] foi direto para o hospital, chegando lá já internaram ela, estavam desconfiando de meningite, fizeram exames e descartaram. Encaminharam ela para o município de Alta Floresta, chegando lá fizeram vários exames. Ela fez uma tomografia da cabeça, que estava cheia de nódulos, cheia de tumor. Começaram o tratamento, fizeram uma cirurgia pra colocar uma válvula, porém ela teve trombose no cérebro. Três dias depois da cirurgia, ela não aguentou e teve morte cerebral”, explica.

    A irmã esclarece que ela já teve falência de outros órgãos. “A família pretende doar o coração dela. Tem gente que precisa desse coração pra sobreviver”, complementa.

    Os parentes querem que o corpo da mulher venha para Rio Branco para que as filhas e os pais de Jancicleia possam fazer o funeral.

    “A minha mãe, ela trabalha em casa de família, recebe um salário mínimo, de onde é que vai tirar esse valor para trazer? Então, a gente não queria que a nossa irmã fosse enterrada lá. Tem a nossa família aqui, tem nosso pai. Então, está sendo muito difícil, muito difícil mesmo. Era tão sonhadora minha irmã. Mãe solo, trabalhava, estudava, tirou habilitação, foi embora do Acre só para fazer a faculdade dela e ter melhoras para as filhas. Ela só falava isso”, lamenta.

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