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    Fakelândia na mira: operação apura fake news, perseguição e ataques contra autoridades e e difamações em Rondonópolis

    Publicações extrapolavam os limites da liberdade de expressão e incidiam em crimes contra a honra e perseguição

    RONDONÓPOLIS (MT) — A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (20), a Operação Stop Hate, que mira investigados por supostos ataques, perseguições e publicações consideradas ofensivas contra autoridades públicas nas redes sociais. A ação foi realizada em Rondonópolis e cumpre mandados ligados a investigações por crimes como stalking, calúnia, difamação e injúria qualificada.

    Segundo a Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), os alvos utilizavam perfis no Instagram para divulgar conteúdos contra integrantes dos poderes Executivo e Legislativo. De acordo com a Polícia Civil, algumas publicações extrapolavam os limites da liberdade de expressão e continham acusações sem comprovação, além de vídeos e imagens produzidos por inteligência artificial com teor considerado vexatório.

    Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão domiciliar e duas medidas cautelares expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, do Polo Cuiabá. A operação contou com apoio da Delegacia Regional e da Derf de Rondonópolis.

    Segundo consta na investigação, uma das publicações atribuía falsamente um homicídio a um secretário municipal da cidade, mesmo sem existir investigação contra ele. Em outro trecho da apuração, a Polícia Civil afirma que houve acusações sem provas de corrupção contra integrantes da administração municipal.

    A investigação também aponta que um deputado estadual teria sido chamado de “testa de ferro” de um secretário municipal. Conforme a polícia, a expressão possui conotação ligada à prática de atividades ilícitas, o que teria provocado abalo à honra do parlamentar.

    Durante a operação, celulares, computadores e mídias digitais foram apreendidos e devem passar por perícia da Politec. A Justiça também determinou medidas proibindo novas publicações relacionadas às vítimas identificadas, além de impedir contato entre os envolvidos.

    Segundo o delegado da DRCI, Sued Dias Junior, as medidas buscam interromper a continuidade das supostas condutas criminosas e preservar provas digitais para aprofundamento das investigações.

    A Polícia Civil informou que o caso segue em andamento e novas medidas podem ser adotadas nos próximos dias.

    Nome da operação

    O termo em inglês “Stop Hate” significa literalmente “pare o ódio”. Nas redes sociais, é utilizado como lema de um movimento global de conscientização, cujo objetivo é combater o discurso de ódio (hate speech) e a disseminação de informações falsas (fake news) na internet.

    Operação Pharus

    A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, para o combate à atuação de grupos criminosos envolvidos em diferentes crimes.

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