RONDONÓPOLIS (MT) – A história da “notificação contra a banca do Gaúcho” ganhou corpo nas redes, mas quando se olha o documento, a conversa muda.
O registro oficial mostra outra coisa. A notificação não é da banca de verduras. É da calçada, com foco em limpeza e organização do espaço. As imagens anexadas deixam claro: o alvo é o entorno, não o comércio.

Não existe, até o momento, registro de ordem de retirada da banca. Nem foto, nem documento que comprove essa versão espalhada por aí.
E tem mais um detalhe que desmonta o discurso; esse tipo de notificação acontece todo ano, independente de quem esteja na prefeitura. Não é novidade, não é perseguição e muito menos ação isolada.
Mesmo assim, o caso foi inflado. Pegaram uma notificação comum, distorceram o conteúdo e jogaram na internet como se fosse ataque direto ao trabalhador. Só combustível político.
Gente usando informação pela metade pra atingir gestão e, no meio disso, quem paga a conta é a população mais simples, que acaba acreditando em versão que não bate com o documento.
A Secretaria Municipal de Fazenda, hoje comandada por Rane Curto Nascimento Ferreira, segue o procedimento padrão nesses casos, sem qualquer ação direcionada contra a banca.
O problema aqui não é a notificação. É a deturpação.
Transformaram rotina administrativa em narrativa de perseguição. E isso, no fim das contas, não informa. Só engana.



























